Dólar fecha a R$ 1,73; Bovespa retrai 2,11%

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) amarga queda de 2,16%, aos 63.677 pontos

Profissionais de mercado avaliam que o "efeito psicológico" das medidas do governo para impedir uma queda ainda maior das taxas cambiais continua a fazer efeito sobre o mercado de moeda. Analistas também afirmam que realização de lucros (venda de ações mais caras) na Bolsa de Valores têm afetado a formação dos preços, com alguma saída de capital estrangeiro e a compra de dólar.

Nas últimas operações do dia, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,739, estável sobre a cotação final de ontem. Os preços da moeda americana variaram entre R$ 1,745 e R$ 1,727. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,840, estável.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) amarga queda de 2,16%, aos 63.677 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,41 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,32%.

Desde a semana passada, investidores têm sinalizado uma menor disposição a tomar risco, o que tem derrubado a Bolsa de Valores, que já "queimou" boa parte da gordura acumulada ao longo deste mês.

A taxa de câmbio tem refletido esse nervosismo, acompanhando a sinalização externa, onde o dólar também recuperou parte do seu valor frente ao euro, que chegou a bater a taxa histórica de US$ 1,50 na jornada de ontem, voltando para US$ 1,48 hoje.

Analistas de mercado destacam que a taxação de capital estrangeiro contribuiu para essa trajetória muito mais por "medo" do que pelo efeito real da medida, qualificado como "marginal, ou na na melhor das hipóteses, transitório", pela Moody"s, em relatório assinado por Mauro Leos, analista-chefe para o Brasil dessa agência.

"O fluxo crescente de capital para o Brasil reflete a presença de um sentimento favorável enter os investidores internacionais sobre as perspectivas de médio prazo do país, uma condição que foi reforçada pela habilidade em administrar os choques externos derivados da economia global e da crise financeira", afirma o economista.

"Assim, como nós já notamos, há muito o que as autoridades podem fazer para conter o fluxo de capital (...). Portanto, um cenário envolvendo um real forte é o mais provável a ser enfrentando em 2010", conclui.

Juros futuros

O mercado de juros futuros, que regula o custo do dinheiro nos bancos, voltou a reduzir as taxas projetadas para operações de prazo mais longo.

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,16% na terceira quadrissemana de outubro --30 dias até 23/10--, ante alta de 0,09% no período imediatamente anterior.

No contrato que aponta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista foi mantida em 8,66% ao ano; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 10,29% para 10,23%. Essas taxas são preliminares e ainda podem sofrer ajustes.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br