Em meio à crise, faturamento das indústrias de chocolate na Páscoa deve crescer 8%

A produção de ovos de chocolate terá um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior

Apesar da crise econômica mundial e onda de demissões, o setor de chocolates está otimista. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) divulgados nesta quarta-feira (4) mostram que a produção de ovos de Páscoa aumentou em 2009. Foram fabricados 113 milhões de ovos (24 mil toneladas do produto). Em 2008, foram 100 milhões - aumento de 13%. Os dados levam em conta as 18 maiores fabricantes no país.

Em termos de toneladas, a produção de ovos de chocolate terá um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior.

O faturamento previsto do setor é de R$ 828 milhões ? no ano passado foi de R$ 767 milhões - aumento de cerca de 8%.

Segundo a Abicab, o Brasil está no segundo lugar no ranking mundial dos produtores de ovos, atrás apenas da Inglaterra. Serão comercializadas ao longo do ano, segundo as previsões da entidade, 329 mil toneladas (produtos de consumo continuado e ovos) de chocolate - os ovos correspondem a 7% desse total.

No entanto, o número de postos de trabalho gerados foi o mesmo do ano passado. Segundo a Abicab, foram gerados 25 mil empregos só na indústria.

De acordo com a entidade, 7,5 mil vagas foram para a produção nas fábricas e 17,5 mil foram abertas pelas indústrias para os setores de transporte e montagem de parreiras de ovos nos supermecados, para demonstradores e fornecedores de brinquedo.

Em relação aos preços, devem ficar em torno de 8% mais altos na comparação com 2008, levando-se em conta os níveis de inflação e aumentos do cacau, leite e açúcar, além da embalagem e mão-de-obra.

O estado de São Paulo representa 45% do consumo na Páscoa. Em seguida vêm o Sul, com 20%; Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, com 18%; Norte e Nordeste, com 8%; e Centro Oeste e Distrito Federal, com 9%.

A Abicab informa que, apesar de o setor estar crescendo, as empresas estão atentas à crise e checam o mercado constantemente.

Fonte: g1, www.g1.com.br