Empresários lucram com investimento na culinária japonesa em Teresina

O peixe cru deixou de ser uma novidade para se tornar um hábito na capital do Piauí

O sushiman Juliovan Pereira de Moraes, h? seis anos no mercado de comida japonesa em Teresina, lembra da ?poca em que comprar uma pe?a de sushi era algo destinado apenas ?s pessoas de melhor poder aquisitivo. ?Um combinado da iguaria com 15 pe?as chegava a custar R$ 32. Agora voc? compra 14 pe?as por R$ 9,90 e com a mesma qualidade, e sendo o mesmo produto?, compara.

O peixe cru deixou de ser uma novidade para se tornar um h?bito na capital. A cozinha japonesa, que antes detinha ares de intoc?vel, agora

pode ser aproveitado por grande parte da popula??o e isso ? expresso na quantidade de neg?cios voltados para a ?rea que surgem na cidade

a cada dia. O neg?cio parece t?o promissor que, entre os pr?prios empres?rios, h? um clima de certeza de sucesso nos empreendimentos.

De acordo com o propriet?rio de um sushibar no Riverside Shopping, Afonso Celso, a decis?o de investir no mercado partiu da an?lise da expans?o pelo qual passa o setor de comida japonesa. ?Quando percebi que era poss?vel ter lucro com um sushibar, resolvi investir?, conta.

Hoje, ele j? est? prestes a abrir a segunda loja e, na primeira, chega a vender quase 25 quilos di?rios de sushi. Um dos principais atrativos

que fazem o sucesso do sushi, o sabor e sua leveza. Por conta do clima teresinense, muito quente, os consumidores preferem uma alimenta??o

mais leve e, ao mesmo tempo, saborosa.

?Acho que o clima ajuda quem vende sushi, porque ele ? saud?vel e n?o pesa depois de comer. Al?m de ser muito gostoso?, fala a promotora

de vendas Ol?via Alves. Ela disse que acredita em uma tend?ncia de queda no pre?o do sushi, justamente por conta dessa concorr?ncia cada vez maior. ?O que est? faltando mesmo em Teresina n?o s?o mais lugares

onde comer sushi, mas sushimen com mais qualidade. D? para perceber a diferen?a na qualidade muito grande nos locais onde a gente come aqui?,

observou. E essa qualidade tamb?m depende da m?o de obra, um

dos grandes entraves dos empres?rios do setor. Segundo Julionvan, quando saiu do seu ?ltimo emprego, n?o foi preciso mais que duas horas

para que seu telefone tocasse com novas propostas.

Fonte: Rafael Campos, Jornal Meio Norte