Empresas lucram com conserto de máquinas e movimenta economia do PI

O Piauí está entre os dez maiores polos de moda do Brasil

O Piauí está entre os dez maiores polos de moda do Brasil, segundo o sindicato do setor, o Sindivest. O segmento é um dos mais importantes da economia e movimenta R$ 2 milhões por mês.

Para manter as máquinas em pleno funcionamento, os empreendimentos de conserto de máquinas industrias estão lucrando com o serviço. Em Teresina, existem apenas quatro empresas legalizadas que consertam, trocam peças, vendem e revendem máquinas de costura.

Prevendo o crescimento do segmento, José Francisco Fernandes começou a trabalhar no ramo há 30 anos e desde 2004, quando montou o próprio negócio.

Como poucas empresas fazem o conserto dessas máquinas de costura, a demanda de clientes costuma ser alta e, muitas vezes, teve que recusar clientes. O trabalho não para, por dia são quatro reparos, e em um mês 80 máquinas em média são entregues aos donos.

“São poucas as empresas legalizadas, mas existem muitos técnicos que trabalham por conta própria. Nós atendemos empresas de confecção, tanto do Piauí, Maranhão e principalmente no interior do Estado, desde Parnaíba a Bom Jesus.

São fábricas, escolas técnicas, ateliês e máquinas de pessoas que costuram em casa. Esse setor é promissor, tem tudo para crescer por conta da evolução da tecnologia”, explica.

A capacitação pessoal e da equipe de funcionários é muito importante para manter a qualidade do serviço. Por isso, o empresário permanece em parceria com fornecedores, que os mantêm atualizados com manuais e informações sobre o maquinário. As participações em cursos e feiras, dentro e fora do Estado, também são fundamentais na troca de experiências, que são essenciais no dia a dia.

“Procuramos manter contato com os nossos fornecedores de São Paulo, que nos ajudam com orientações, caso precisemos, e a internet é outra aliada. Essas parcerias também são primordiais na hora de conseguirmos peças que não achamos tão facilmente por aqui”, revela José Francisco.

A empresa de Raely de Oliveira também presta serviços para a indústria, mas são as máquinas domésticas que ainda ocupam a maior parte do negócio.

O empresário conta que montou o próprio empreendimento com a esposa há quinze anos e, além dos reparos, eles também vendem máquinas de costura.

“Nós prestamos serviços principalmente para as pessoas que trabalham em casa costurando. Essas máquinas não são as mais modernas do mercado, pois as pessoas ainda não têm o interesse de comprar as máquinas eletrônicas, por conta do alto custo, mesmo com a evolução da tecnologia, o maquinário ainda possui a mesma mecânica”, afirma.

Fonte: Djama Batista e Rhauan Macedo