EUA perdem 533 mil empregos em novembro

A taxa de desemprego subiu de 6,5%, em outubro, para 6,7% no último mês

A economia dos Estados Unidos perdeu 533 mil postos de trabalho em novembro, o maior número em 34 anos, informou o Departamento de Trabalho do país nesta sexta-feira (5).

Com isso, a taxa de desemprego subiu de 6,5%, em outubro, para 6,7% no último mês. Segundo o órgão, houve queda de emprego nos principais setores da indústria.

A divulgação do índice era aguardada pelo mercado. Analistas previam, no entanto, que as perdas seriam de 300 mil a 350 mil postos de trabalho.

Além disso, o número de vagas cortadas foi revisada para mais em outubro e setembro. Em outubro, o fechamento de vagas aumentou de 240 mil para 320 mil e em novembro, de 284 mil para 403 mil. Isso significa que 199 mil postos de trabalho a mais foram perdidos nesses dois meses frente ao inicialmente divulgado.

Em um comunicado, o governo informa que, desde o início da recessão, em dezembro de 2007, dado anunciado pelo National Bureau of Economic Research (NBER), grupo privado americano que prepara relatórios sobre a situação econômica do país, o número de desempregados aumentou em 2,7 milhões, e a taxa de desemprego cresceu 1,7 ponto percentual.

O desemprego cresceu igualmente entre homens e mulheres adultos, em 0,2 pontos percentuais de outubro para novembro. Entre eles, a taxa atual é de 6,5% e entre elas, 5,5%. Entre os adolescentes, o desemprego caiu 0,2 pontos percentuais, para 20,4%.

Na construção, foram cortados 82 mil postos de trabalho. O setor de serviços sozinho cortou 370 mil empregos em novembro, após perdas de 153 mil postos no mês anterior.

Nas concessionárias de automóveis, houve redução de 24 mil postos de trabalho.No setor de plástico e borracha, as perdas foram de 12 mil postos.Também houve perdas significativas em alguns setores da indústria, como produtos de metais (15 mil postos), madeira (9 mil empregos), móveis e produtos relacionados (7 mil), metais primários (7 mil) e computadores e produtos eletrônicos (7 mil).

A carga horária semanal caiu para 33,5 horas, a mais curta desde que os dados começaram a ser coletados, em 1964, informou um representante do Departamento de Trabalho.

Fonte: g1, www.g1.com.br