Juros do cheque especial é mais que o dobro do empréstimo

Juros do cheque especial é mais que o dobro do empréstimo

Analistas do Procon recomendam pedir crédito somente se for para sair do vermelho

A taxa média de juros do cheque especial cobrada pelos bancos continua em 174,74% ao ano, mais que o dobro da taxa cobrada nos empréstimos pessoais - de 83,13%. O dado divulgado nesta terça-feira (9) faz parte da pesquisa do Procon-SP, com dez bancos, realizada no último dia 2. Esse é o quinto mês consecutivo que o empréstimo pessoal apresenta a mesma taxa média. No caso do cheque especial é o terceiro. O cheque especial é a linha de crédito que o consumidor utiliza sempre que entra no vermelho no banco. Geralmente, o limite que é dado ao correntista é estabelecido com o gerente da conta. Se ele gasta mais do que recebe, por exemplo, ele usa o dinheiro, ou seja, entra no vermelho. Com a previsão de aumento da taxa básica de juros, a Selic, usada como referência aos bancos, os valores podem subir ainda mais. Atualmente, a taxa está em 8,75%, o menor valor da história. Entre os bancos pesquisados, os que possuem as maiores taxas no especial são: Safra (12,30%), Santander (9,38%) e Real (9,38%). As menores taxas encontradas são: Caixa (6,75%), Banco do Brasil (7,65%) e Nossa Caixa (7,65%). Os valores são referentes às taxas cobradas ao mês. Os bancos que possuem as maiores taxas no empréstimo são: Unibanco (5,86%), Itaú (5,86%), Real e Santander (ambos com 5,63%). As menores taxas encontradas são: Banco do Brasil (4,48%), Caixa Econômica Federal (4,39%). A taxa média dos bancos pesquisados manteve-se em 8,79% ao mês enquanto a dos empréstimos se manteve em 5,17%. Dicas O Procon recomenda que o consumidor reflita bastante antes de entrar no vermelho. Se o objetivo for saldar uma dívida no cheque especial, os analistas afirmam que é preferível pedir um empréstimo pessoal, pois as taxas são menores. No entanto, se o objetivo for adquirir bens e não puder ser adiado, o consumidor deve ter a possibilidade de um parcelamento sem juros ou comparar a taxa de financiamento praticada pelo estabelecimento comercial com a taxa de um empréstimo pessoal. O mais prudente é evitar as linhas de crédito já que os juros são elevados.

Fonte: R7, www.r7.com