Mercado de cartões de crédito recebe nova ofensiva do Banco Central

A partir de fevereiro, qualquer lojista que tenha créditos a receber de vendas parceladas no cartão poderá negociar esses recebíveis com qualquer a instituição financeira

Uma nova ofensiva sobre o mercado de cartões de Crédito foi lançada pelo Banco Central na última quinta-feira, 26. A partir de fevereiro de 2015, poderão ser negociáveis com qualquer instituição  financeira os créditos a receber de vendas parceladas no cartão, a iniciativa vale para qualquer lojista. Isso vai dar melhores condições para que ele busque condições mais adequadas de financiamento. Atualmente, essa operação é limitada poucas instituições financeiras e operadoras de cartão de crédito.

O BC vai criar uma espécie de catálogo universal de vendas no cartão, com detalhes como as datas em que os pagamentos serão efetuados, os valores das parcelas e a taxa de juros da operação. Hoje, essas informações já são colhidas pelas operadoras junto aos lojistas, mas de forma individual. As duas maiores empresas do setor, Cielo e Redecard, que detém cerca de 90% desse mercado, têm formas diferentes de contabilizar essas informações. Para piorar, costumam compartilhar essas informações apenas com bancos parceiros.

Assim, quando um lojista tenta utilizar esses recebíveis como garantia para tomar empréstimos, ele acaba conseguindo negociar apenas com bancos parceiros dessas duas empresas. “A gente deu meios para que haja uma maior concorrência no mercado”, disse o chefe do Departamento de Operações Bancárias do Banco Central, Daso Maranhão.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) comemorou a medida. “Nós acreditamos que será possível reduzir em até 30% o custo para antecipar um recebível”, disse o presidente da entidade, Roque Pellizzaro Junior. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs) disse que se manifestará “oportunamente” sobre a medida. Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) preferiu não comentar o assunto.

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Fonte: Correio Braziliense