Mercado está mais concentrado; fusões e aquisição batem recorde

O maior número de negócios ocorreu no setor de tecnologia da informação.

O país registrou 204 fusões e aquisições no primeiro trimestre deste ano, recorde histórico para o período. O estudo da consultoria KPMG teve início em 1994.

Em relação ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 22%. Entre janeiro e março de 2011 ocorreram 167 operações desse tipo. Já no último trimestre do ano passado tinham sido 211.

A consultoria destaca que houve forte participação de empresas estrangeiras no período. Das 204 operações, 99 envolveram aquisições feitas por empresas de capital estrangeiro no Brasil, ou 48,53%.

"Prevíamos de fato que a atividade de fusões e aquisições seguiria aquecida, apesar das turbulências internacionais percebidas nos últimos meses. No entanto, chega a surpreender a força da participação estrangeira no período", afirma em nota Luis Motta, sócio-líder da área de fusões e aquisições da KPMG no Brasil.

O resultado das transações entre empresas brasileiras ficou estável nos três primeiros meses do ano, com 82 transações --mesmo número anotado em igual período do ano passado.

"Basicamente todos os resultados vieram estáveis na comparação da atual pesquisa com a realizada no começo de 2011. A diferença foi mesmo determinada pelo apetite das empresas estrangeiras", diz Motta.

O maior número de negócios ocorreu no setor de tecnologia da informação (TI), com 27 fusões e aquisições, ante 22 nos três primeiros meses de 2011.

Também houve um avanço entre as empresas de energia, com 12 negócios. O número representa um crescimento de 140% frente ao que ocorreu entre janeiro de março de 2011 (cinco).

O segmento que reúne transações nos setores de telecomunicações e mídia também teve forte avanço no período, passando de nove negócios para 23, elevação de 156%.

"Tal resultado foi puxado especialmente pelas 14 operações envolvendo negócios com empresas pontocom no primeiro trimestre deste ano, contra quatro no ano passado", informa a consultoria.

Fonte: Folha.com