Metro quadrado custa mais de R$ 800,00 no Piauí; diz pesquisa IBGE

No Piauí, segundo o IBGE, o custo médio da construção por metro quadrado é de R$ 820,90

O Índice Nacional da Construção Civil (Sistema de Preços Custos e Índices - Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a CAIXA apresentou variação de 7,80% em junho, ficando 12,92 pontos percentuais acima da taxa de maio (-5,12%).

No Piauí, segundo o IBGE, o custo médio da construção por metro quadrado é de R$ 820,90. A variação mensal foi de 6,43%, sendo a sexta maior do Nordeste.

O resultado do mês reflete o retorno da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, que havia vigorado em abril e maio.

A desoneração, vigente a partir de 1º de abril teve seus efeitos interrompidos em 03 de junho, em função da perda de validade da medida provisória que a criou (MP 601/12, 28/12/2012).

Entre outros aspectos, a MP havia retirado os 20% da contribuição previdenciária incidente sobre o setor, o que impactou integralmente no resultado de maio.

Nacionalmente, a variação acumulada está em 4,10%, considerando o primeiro semestre do ano, enquanto em igual período de 2012 havia ficado em 3,26%.

O resultado dos últimos doze meses passou para 6,54%, ficando 7,01 pontos percentuais acima dos -0,47% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em junho de 2012, o índice foi de 0,70%.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 826,34, em junho subiu para R$ 890,76, sendo R$ 460,89 relativos aos materiais e R$ 429,87 à mão de obra.

Enquanto o custo dos materiais de construção teve uma redução, a mão de obra subiu em relação ao mês de maio. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,10%, caindo 0,36 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,46%); já a mão de obra teve variação de 1,80%, subindo 13,12 pontos percentuais em relação a maio (-11,32%).

Nos seis primeiros meses do ano, os acumulados são: 1,56% (materiais) e 6,97% (mão de obra), enquanto, em doze meses, foram de 3,04% (materiais) e 10,57% (mão de obra).

Fonte: Virgínia Santos e Aline Damasceno