Negócio de bairro amplia clientes e faz diferença na hora da compra

A atividade, muitas vezes, proporciona comodidade

Presente em quase todos os bairros de Teresina, o pequeno comércio faz a diferença na hora da compra. A atividade, muitas vezes, proporciona comodidade, preço acessível e facilidade para uma clientela fiel. São mercadinhos, farmácias e salões de belezas de comandados por famílias tradicionais, que passam os conhecimentos de pai para filho.

O bairro Aeroporto, na zona norte de Teresina, é um exemplo de como o pequeno comércio pode fazer sucesso. Por conta da localização, a região conta com muitas locadoras de carros e hotéis. No entanto, os mercadinhos têm sua vez.

O ano era 1962 quando Raimundo Nonato de Rocha, conhecido como Seu Dico, decidiu que ia abrir o próprio negócio. Hoje, ele e sua família são donos de um pequeno comércio, que vende produtos de limpeza, alimento, bebidas e artigos para presentes. Tudo isso tem horário para ser comercializado, começando às 5 horas e finalizando às 19 horas.

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“Começamos nosso negócio na Avenida Centenário, depois comprei uma casa na Avenida Roraima, ambas eram muito próximas. Em seguida, separei um espaço dentro da casa para montar nosso mercadinho”, explica Seu Dico. O negócio deu tão certo que muitas pessoas do bairro trocam os grandes supermercados da cidade pelo mercadinho.

“Já temos nosso público que vem para comprar, beber e conversar. Aqui é um lugar de bate-papo e encontro de amigos”, diz a filha, Maria Alcirinha.

A filha, que também cuida do estabelecimento, é professora de Filosofia, mas decidiu largar a sala de aula para se dedicar ao comércio. “Graças a Deus estamos vendendo bem, pois gosto de fazer as compras e arrumar a loja. Além disso, acredito que só faz esse tipo de trabalho quem gosta”, diz.

Andando mais um pouco pelo bairro, um salão de beleza chama a atenção. Ele é pequeno, mas bastante confortável. O salão pertence ao cabeleireiro Carlos. Ele conta que, anos atrás, andava constantemente pelo bairro e notou a carência de estabelecimentos dessa área. “Sempre olhava para um local que tinha interesse em alugar, localizado ao lado do meu atual salão. Por isso, resolvi tentar. No início, os donos do estabelecimento não queriam, pois não me conheciam. Nesse momento conversei com uma senhora, a dona Alice, ela foi minha ponte de confiança”, conta.

Carlos lembra bem a data do encontro “Foi no dia 14 de agosto de 1995 e um mês depois finalmente me instalei. Ainda estou aqui, sem nenhum tipo de problema, pois se a crise chegou deve ter sido da porta para rua”, lembra.

Além disso, o cabeleireiro repassa os conhecimentos para a sobrinha, que sempre ajuda no salão. Dessa forma, o bairro proporciona satisfação e felicidade. “Gosto das pessoas, da amizade, pois em muitos bairros os vizinhos moram ao lado e ninguém se conhece”, finaliza.

Tendo em vista que os pequenos comércios produzem e estimulam a economia piauiense, o Serviço de Apoio às Pequenas Empresas (Sebrae-PI) promove hoje o Movimento Compre no Pequeno Negócio. A iniciativa tem como objetivo estimular a sociedade a consumir os produtos e serviços ofertados pelas pequenas empresas.

Segundo o Sebrae, mais de 100 mil empresas estão cadastradas. Todas estão sinalizadas com o material da campanha. Dessa forma, os consumidores podem escolher o local para fazer suas compras. O movimento ganha força através da grande quantidade de pequenos negócios no país, são mais de 10 milhões, que faturam no máximo R$ 3,6 milhões por ano. No total são mais de 95% de empresas brasileiras que correspondem a 27% do Produto Interno Bruto (PIB).

Fonte: Djalma Batista e Daniely Viana