Novo Fox chega com visual renovado e mais itens pelo mesmo preço.. imperdível!

Segunda geração do hatch mantém as qualidades e ajusta os defeitos

Passado seis anos do lançamento do Fox, a Volkswagen fez pela primeira vez uma modificação profunda no hatch que já lidera com folga o segmento e, com as mudanças, deve manter a boa vantagem frente aos concorrentes Renault Sandero, Fiat Punto, Ford Fiesta e o Chevrolet Agile, que estreou no mercado com um objetivo declarado: ameaçar o reinado do Fox.

Mas a Volks se armou e passa a oferecer o hatch com câmbio automatizado, o ASG (que a marca testou primeiro no Polo), deu ao modelo uma nova cara e mais itens de série - como farol com máscara negra, chave tipo canivete e revestimento em tecido na lateral das portas - pelo mesmo preço.

A versão de entrada, com motor 1.0 e duas portas, parte de R$ 29.990 e o modelo vai a R$ 39.400 na versão Prime, com propulsor 1.6, quatro portas e câmbio automatizado. Como na maioria dos carros da marca, a lista de opcionais é extensa e o valor do carro chega a ultrapassar R$ 45 mil se equipado com todos os itens disponíveis como teto solar, retrovisores com pisca, sensor de chuva e de estacionamento.

O G1 andou no modelo 1.0 com câmbio manual e na versão 1.6 I-Motion(nomenclatura adotada pela marca para os modelos com o câmbio automatizado). Ao entrar, a diferença para a versão anterior salta aos olhos. O interior está mais sóbrio, o que também permitiu que ele ficasse mais requintado. Mas a ousadia da marca na versão anterior parece ter sido deixada um pouco de lado.

Esqueça o vão sobre o painel, o buraco abaixo do volante, o espaço para pequenos objetos embaixo das saídas de ar central e aquela espécie de prateleira à frente do passageiro que ganhou tampa e finalmente pode ser chamada de porta-luvas. O único sobrevivente dessa ?cirurgia? foi a gavetinha embaixo do banco do motorista. Menos mal.

O painel minúsculo também foi abandonado pela marca e substituído por um quadro com dois mostradores grandes (conta-giros e velocímetro) que dentro trazem o marcador de combustível e de temperatura da água. Oferecida como opcional, uma tela digital no centro do painel traz as informações do computador de bordo. As saídas de ar e os botões de acionamento têm novos desenhos e um ?pequeno? detalhe: o volante é o mesmo que equipa o Passat CC.

Passada a surpresa, chega a hora de procurar uma posição para dirigir. O carro manteve todas as qualidades que fizeram dele um sucesso de vendas, principalmente entre as mulheres. A posição de dirigir é elevada e o motorista conta, em todas as versões, com regulagem de altura do assento e do cinto de segurança. O teto permanece alto e o espaço para as pernas é muito bom. O pecado continua sendo o porta-malas que tem capacidade para 260 litros, o menor entre todos os concorrentes e, inclusive, que o próprio irmão Gol (285 l). Com os assentos traseiros rebatidos, o volume de carga sobe para 353 l.

Durante o teste, os motoristas que viajavam no mesmo sentido pareciam não notar que o carro à sua frente tratava-se de um lançamento. Só quem vinha no sentido contrário percebia alguma diferença e mostrava certa curiosidade. Isso porque a mudança profunda no Fox foi mesmo na frente do veículo. O hatch é o primeiro modelo no Brasil a trazer a nova identidade visual da marca, por isso qualquer semelhança com o Polo europeu não é mera coincidência. A impressão é que os designers substituíram o compasso pela régua. Toda a carroceria é composta por linhas retangulares, inclusive o farol que está mais esticado e traz agora máscara negra de série.

As curvas do para-choque dianteiro também foram enterradas, o que deixou a cara do modelo mais limpa e agressiva. O capô e para-lamas tiveram de mudar para conversar com o novo design. Na traseira é difícil notar as alterações de longe, mesmo com uma lanterna totalmente nova, um vinco que atravessa a tampa do porta-malas e olho de gato e luz de neblina no canto inferior do para-choque. O que deve chamar mesmo a atenção das pessoas é a cor branca, aposta da marca que pretende ditar uma nova ?modinha?, apesar da restrição ao tom, principalmente em São Paulo, devido a associação com os táxis.

Ao volante, o desempenho da versão 1.0 de 76 cavalos (álcool) e câmbio manual é o mesmo da versão anterior. A mudança ocorre nos modelos 1.6 que trazem a opção do câmbio automatizado. O sistema semi-automático, pois não exige o pedal da embreagem, é uma caixa de câmbio tradicional com uma central eletrônica que comanda os engates das marchas, mas também permite que o motorista faça a troca de modo manual. Neste caso, é oferecido como opcional borboletas atrás do volante.



A tecnologia que equipa os carros da Volks foi desenvolvida pela Magneti Marelli Power Train, a mesma fabricante do câmbio Dualogic, da Fiat. Mas a marca alemã reduziu as relações de algumas marchas, ? só a primeira e a última permanecem as mesmas - o que significa trocas em rotações menores e trancos mais suaves.

De acordo com a Magneti Marelli, pode-se economizar de 5% a 10% do gasto de combustível quando comparado a um câmbio automático de quatro velocidades. Durante o teste de 40 km, pelas avenidas de Brasília sobrecarregadas de radares que não nos permitiram passar dos 80 km/h, com direito a trechos de 50 km/h, o consumo registrado no computador de bordo foi de 8 km/l. Segundo a marca alemã, a média da versão automatizada é de 9,7 km/l de álcool, em uso misto, a mesma do modelo 1.6 com câmbio manual.

Apesar do esforço do Agile, talvez ainda falte um concorrente à altura para o Fox. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o hatch da Volkswagen lidera o ranking de vendas entre os concorrentes com 91.308 unidades acumuladas até setembro de 2009, uma diferença de mais de 36 mil modelos para o segundo colocado, o Ford Fiesta, que tem 54.446 unidades vendidas este ano. O Renault Sandero é o terceiro, com quase 38 mil modelos acumulados e o Fiat Punto, que recentemente teve o preço reduzido, tem registrado a venda de pouco mais de 19 mil unidades.

Fonte: g1, www.g1.com.br