País tem recorde de cheques sem fundo

Ao todo, 2,49 milhões de cheques foram devolvidos por falta de fundos

O índice de cheques sem fundo emitidos no Brasil bateu recorde histórico em maio. A cada mil cheques compensados no mês, 25,2 foram devolvidos, segundo pesquisa da Serasa. O número é o maior desde 1991, ano em que foi iniciado o levantamento. Ao todo, 2,49 milhões de cheques foram devolvidos no mês passado.

De acordo com a entidade, o recorde é reflexo dos efeitos da crise, ?tais como a elevação do desemprego e uma maior utilização do cheque pré-datado para compensar os ajustes na oferta de crédito?. A taxa de maio representa uma alta de 13,5% frente a abril e de 18,9% na comparação com maio de 2008.

Desde o início do ano, foram devolvidos 12,11 milhões de cheques por falta de fundos, o equivalente a 23,6 mil devolvidos a cada mil compensados, taxa também recorde desde 1991. Na comparação com os primeiros cinco anos de 2008, houve alta de 16,3% na proporção de devoluções.

A Serasa explica, no entanto, que maio costuma registrar maior devolução de cheques em decorrência das vendas do Dia das Mães, além das compras parceladas da Páscoa e despesas com feriados prolongados do mês anterior.

Apesar da elevação, os cheques sem fundos seguem ocupando a terceira posição no ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores, atrás das dívidas com cartões de crédito e financeiras e das pendências com os bancos. De janeiro a maio, os cheques devolvidos por falta de fundos representaram 17,5% da inadimplência dos consumidores.

Estados

De acordo com o levantamento, o menor índice de cheques sem fundo entre os estados foi verificado em São Paulo, com 18,3 mil cheques devolvidos a cada mil compensados. Também com taxas menores que a média nacional, o Rio de Janeiro teve índice de 19,3, enquanto em Santa Catarina e no Paraná foram devolvidos, respectivamente, 20,4 e 21,3 cheques devolvidos a cada mil compensados.

A maior taxa, por outro lado, foi registrada no Acre, de 97,6, seguido pelo Maranhão (97), Roraima (91,2) e Amapá (89,6).

Fonte: g1, www.g1.com.br