Piauí Fomento deve injetar R$ 12,3 milhões com inclusão econômica

Cerca de R$ 11,5 milhões já foram liberados pela agência

Empreendedor informal, microempreendedor individual (MI), micro e pequenas empresas, taxistas, fornecedores, piscicultores, produtores rurais, frotistas e profissionais liberais - entre outras atividades econômicas - são segmentos que, até mesmo diante da atual crise econômica do país, estão buscando uma fonte especial de capital para incrementar empreendimentos. É na Agência de Fomento e Desenvolvimento do Piauí onde muitas iniciativas empresariais estão encontrando abrigo e apoio financeiro para enfrentar contratempos, superar dificuldades e vencer desafios.

Cerca de R$ 11,5 milhões já foram liberados pela agência para fomentar pequenos negócios, e a perspectiva é a de que até o fim deste ano seja injetado um total de R$ 12,3 milhões na economia piauiense através desses empreendimentos. Os projetos financiados são referentes a linhas de crédito atendidas por categoria de atividades. E os recursos podem ser aplicados em modernização, expansão e melhoria em todos os níveis de negócios. O empreendedor tem à sua disposição a oportunidade de garantir o seu capital de giro.

“Podemos afirmar que a Agência Fomento trabalha a inclusão daqueles pequenos empreendedores que têm dificuldades de acesso a créditos no sistema convencional. Além das facilidades aqui encontradas, eles se deparam com uma taxa de juros muito menor do que a praticada no mercado. Então, acreditamos que a nossa instituição é propulsora do desenvolvimento econômico do Piauí, porque gera negócios, emprego e renda”, assinala a diretora financeira e presidente interina da Fomento Piauí, Lucrecina Pereira da Silva.

A Agência - Criada em julho de 2010, autorizada pela Lei Estadual nº 5.823/08, a Agência Piauí Fomento é uma instituição financeira com atribuição de alavancar a economia do Estado, gerar emprego e renda. Tem como propósito social realizar ações de fomento econômico, concedendo apoios financeiros a vários segmentos empresariais, principalmente de pequeno porte. Foi constituída sob a forma de sociedade de economia mista de capital fechado, com controle majoritário do Estado do Piauí. Tem mais de 600 clientes cadastrados. Localiza-se na Rua 13 de Maio, 307, Centro/Norte.

Segundo Lucrecina Pereira, a agência se faz presente em todo o território piauiense, estimulando a realização de investimentos para a criação de emprego e renda, a modernização das estruturas produtivas, o aumento da competitividade, a redução das desigualdades sociais e regionais, o apoio ao desenvolvimento dos arranjos produtivos e a interiorização do desenvolvimento.

Piauí Fomento incentiva cooperativas

O presidente da Cooperativa dos Taxistas de Teresina, Pedro Ferreira dos Santos, define bem o que significa a Agência Fomento para a sua categoria. “Foi a melhor coisa que aconteceu pra nós. Sempre que um dos nossos profissionais necessita de financiamento para trocar ou renovar seu instrumento de trabalho, é para a agência que encaminhamos, porque ali a taxa de juro é bem pequena, não tem burocracia. O colega que por alguma razão ou outra atrasa o pagamento do crédito, somos os primeiros a cobrar, para que outros companheiros não sejam prejudicados”, assinala. E por falar nisso, a inadimplência junto à agência chega a apenas 4%, mas sempre solucionada.

Pautas de investimento

Carlete Freitas destaca iniciativas que estão na pauta de investimento da Piauí Fomento, como o apoio aos empreendedores locais que atuam na informalidade, mediante a formalização para Empreendimento Individual; financiamento de produtores e empresas sediadas no Piauí; renovação de frota de táxis, fortalecendo a parceria já existente com as cooperativas; bem como viabilizar no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) possíveis empresas com potencial de atuação econômica e na geração de emprego e renda por meio de financiamento de crédito.

Entre os principais parceiros da Agência Piauí Fomento, além do Sebrae, destacam-se a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, bem como cooperativas de táxis.

Para o governador Wellington Dias, a Piauí Fomento surgiu com a perspectiva de incentivar a vocação profissional, o empreendedorismo, o agronegócio, beneficiando, principalmente, aquele microempreendedor que muitas vezes só precisa de uma porta que se abra para se sentir inserido no processo de desenvolvimento pessoal e, consequentemente, contribuir para a geração de emprego e renda, para o crescimento econômico do Piauí.

Linhas ajudam a desenvolver setores

De acordo com a gerente de Administração de Crédito e Risco da Piauí Fomento, Carlete de Carvalho Freitas, a agência contribui para o crescimento dos setores e regiões do Estado e se constitui como um instrumento de desenvolvimento estadual, não apenas na concessão de financiamentos, mas desempenhando ações em complementação e apoio à atuação governamental, para o desenvolvimento dos setores econômicos do Piauí.

Carlete Freitas explica as vantagens que a Piauí Fomento proporciona aos empreendedores. “Dentro da linha que atende micros, pequenas empresas e o produtor rural, inclui-se a ‘Linha de Crédito Veículos’, para a compra de carros novos destinados à produção de serviços de cargas de passageiros e outros serviços que atendam à finalidade do negócio”, detalha. “Para o empreendedor informal, temos uma linha de crédito para pessoa física que necessita de recursos para capital de giro e investimento, com o fim de implantação, diversificação, modernização e ampliação nas áreas do agronegócio, comércio, indústria, serviços e turismo”, acrescenta a gerente.

Para o profissional liberal, segundo Carlete Freitas, a linha de crédito se destina para quem trabalha por conta própria, sem vínculo empregatício, designado a exercer sua profissão. O profissional deve ser registrado em uma ordem ou conselho profissional da sua atividade, como médicos, advogados, jornalistas, odontólogos, psicólogos, enfermeiros, entre outras categorias. Prazos de carência são aplicados conforme o empreendimento.

Fonte: Jornal Meio Norte