Piauienses tem o sonho de montar o próprio negócio, diz levantamento

Somente no primeiro trimestre deste ano, foram abertas 4,2 mil empresas, de acordo com a Junta Comercial do Estado do Piauí (Jucepi)

Mesmo com o cenário econômico do país em crise, o piauiense ainda aposta na montagem do próprio negócio para subir na vida. Somente no primeiro trimestre deste ano, foram abertas 4,2 mil empresas, de acordo com o levantamento realizado pela Junta Comercial do Estado do Piauí (Jucepi).

Esse número expressivo reflete os resultados da pesquisa internacional realizada pela Global Entrepreneurship Monitor, GEM 2014, da qual a região Nordeste do Brasil foi considerada a mais empreendedora, atingindo 36,4%, o que corresponde a 12,6 milhões de empreendedores, acima, inclusive, da média nacional, que alcançou 34,5%.

Para a presidente da Jucepi, Alzenir Porto, antigamente o Piauí era visto como um Estado pobre, que não suportava um grande investimento, possuía uma renda per capita muito pequena e não comportava vários negócios do mesmo ramo. Entretanto, os dados demonstram a confiança do empresariado sobre a economia do Estado, por isso continuam investindo.

“Hoje as pessoas estão vendo o contrário do que elas pensavam, exemplo disso é que no momento da abertura dos shoppings e agora com o terceiro, várias empresas de grande e médio porte começaram a se instalar.

Podemos ver, principalmente, a abertura das micro e pequenas empresas que estão segurando a economia do país nesse momento. São esses pequenos negócios que mais estão empregando e são os que menos estão demitindo.

No nosso balanço podemos perceber que cerca de 85% das novas empresas foram abertas por microempreendedores individuais e empresários”, revela.

Um dos motivos para o Piauí estar se destacando no empreendedorismo são as vantagens que os microempreendedores possuem. Nos últimos anos, o Governo Federal decidiu facilitar o investimento de quem possui pequenos negócios, pois antes esse empresário teria que parar de crescer para não ultrapassar o valor do faturamento da categoria e pagar mais impostos.

Agora, o Simples Nacional foi reformulado para o Bem Mais Simples, para que os microempresários pudessem crescer sem medo.

Outro motivo é a instalação do projeto Redesim, através do Sistema Integrar, que serve para consultar processos de criação para novas empresas no Estado.

O Redesim faz parte de avanços administrativos, que permite, de maneira eletrônica, a consulta de processos dos órgãos interessados e ainda do próprio público, facilitando assim, a abertura de empresas.

“Hoje, você já consegue abrir uma empresa, que depende da Junta Comercial, em três a quatro dias. Agora, além da Junta, a pessoa deve passar por outros locais, como na Prefeitura, na Receita e outros.

Então o sistema que está sendo proposto vai concentrar tudo aqui, para que ela seja, exatamente, a porta de entrada. Uma vez que todos os parceiros se aliando, as pessoas virão e cumprirão de uma vez só todas as exigências”, esclarece Alzenir Porto.

Ainda segundo a presidente, o novo sistema dá agilidade tanto em relação à formação da empresa quanto a análise e julgamentos dos processos. “No passado cada um preparava de forma diferente e chegava até aqui, alguns faltando algum documento.

Era bem demorado, porque se tinha que analisar sob a ótica de cada órgão. Com o novo sistema não tem essa dificuldade, é o mesmo para todos, e já estão de acordo com a lei”, finaliza.

50% das novas empresas estão em Teresina

O levantamento feito pela Jucepi ainda revelou que mais de 50% das novas empresas foram constituídas na cidade de Teresina. No interior do Estado, nove municípios se destacaram na quantidade de empresas, dentre elas, Parnaíba, Picos, Floriano e Piripiri.

As atividades econômicas registradas são comércio e serviços, como destaque para o varejo de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios (minimercados, mercearias e armazéns), artigos do vestuário e acessórios, cabeleireiros, materiais de construção em geral, restaurantes, dentre outros.

 

Fonte: Rhauan Macedo e Lindalva Miranda