Primeira fábrica de cimentos é inaugurada no Nordeste

A fábrica Brennand Cimentos foi construída estrategicamente

A inauguração da primeira fábrica de cimento no Nordeste, ocorrida em agosto deste ano, é um grande exemplo de que nem todos os segmentos do mercado têm se intimidado diante da crise econômica. Com investimento de mais de R$ 700 milhões, o Grupo Ricardo Brennand construiu, no Estado da Paraíba, sua segunda fábrica no país e espera atender os nove estados nordestinos. O Piauí está incluso nessa iniciativa.

Para apresentar o novo empreendimento, o grupo convidou jornalistas de todos os estados do Nordeste, inclusive o Jornal Meio Norte representando o Piauí, para uma coletiva de imprensa, ocorrida na manhã desta quarta-feira (02), no auditório do Instituto Ricardo Brennand, localizado em Recife (PE), que teve como principal objetivo divulgar a estrutura e o público que será beneficiado.

Segundo os dados divulgados em 2013 pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic), o volume total do mercado brasileiro registrou 71.057 produtos comercializados. Desse número, 43% ocorreram na região Sudeste, o que o torna líder no mercado nacional. Já a região Nordeste foi a segunda colocada em vendas, apresentou 23%, ficando à frente da região Sul, que registrou 17% da comercialização.

De acordo com José Eduardo Ramos, presidente da Brennand Cimentos, a região Nordeste foi escolhida pelo Grupo por apresentar um mercado promissor em vendas de cimento.

“O Nordeste está expandindo, o que, consequentemente, haverá um aumento significativo no consumo de cimentos.A nossa intenção de nos instalarmos nesta região é aumentar a presença no mercado e ter a possibilidade de estar em diferentes locais do País, com a mesma referência em qualidade e atendimento”, ressalta.

Para José Eduardo Ramos, houve impacto com a crise econômica, porém a empresa não espera retorno financeiro imediato quanto a esse novo empreendimento.

“Acredito que todos os setores sentiram o impacto da crise econômica. Mas não tivemos descontinuidade de produção e nenhuma mudança foi feita por causa da crise. O mercado é favorável para a produção do cimento e não vislumbramos um retorno imediato, é um investimento necessário para o país e veio para ficar”, destaca.

As duas fábricas de cimento do Grupo Ricardo Brennand, de Minas Gerais e na Paraíba, operam com equipamentos de primeira linha, destacando-se o parque de pré-homogenização circular, moinho de cru vertical, moderno forno com pré-aquecedor de cinco etapas e um sistema de pré-calcinação, com estes equipamentos é produzido clínquer, que é uma mistura de calcário com argila, de alta qualidade.

Além disso, a empresa disponibiliza laboratórios de concreto fixo e móveis, para prestar consultoria a clientes no desenvolvimento de aplicações com os produtos.

Piauí apresenta potencial de mercado

A fábrica Brennand Cimentos foi construída estrategicamente no município de Pitimbu, situada no litoral Sul do Estado da Paraíba, por ser este local rico em calcário e estar no centro da região, o que vai facilitar a logística de distribuição dos produtos da empresa, como é o caso do Cimento Nacional.

Questionado quanto ao mercado de cimentos no Piauí, o presidente da Brennand Cimentos vislumbra como um mercado promissor e destaca que o potencial de vendas está nos municípios piauienses.

“Inicialmente, não acreditávamos na intensa comercialização no Piauí, mas com as nossas visitas técnicas podemos verificar o potencial que o Estado possui e o quanto tem se expandido nos últimos anos. E esse potencial está, principalmente, em cidades do interior, que ainda têm muito a se desenvolver”, aponta João Eduardo.

Fonte: Virgínia Santos e Márcia Gabriele