Produção industrial sobe 2,3%, diz IBGE

O resultado interrompe uma série de três resultados negativos, que acumulou perdas de 19,8%

A produção industrial brasileira avançou 2,3% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro de 2008, de acordo com a pesquisa industrial mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado interrompe uma série de três resultados negativos, que acumulou perdas de 19,8% de setembro a dezembro. De acordo com o instituto, no entanto, os números mostram que há uma tendência de queda nas comparações que envolvem períodos mais longos.

Em dezembro, a produção da indústria nacional havia registrado uma queda de 12,4% na comparação com novembro. A queda mensal foi a maior desde 1991, ano em que o IBGE iniciou o cálculo do indicador, e levou o patamar de produção de volta aos níveis observados em março de 2004.

COMPARAÇÃO COM JANEIRO DE 2008

Em relação ao que foi registrado em janeiro de 2008, foi registrada uma queda de 17,2% na produção industrial, na terceira queda consecutiva nessa comparação. Esta retração foi a maior da série história da pesquisa iniciada em 1991.

Essa retração mostra que o ritmo de queda ainda é acelerado, de acordo com o IBGE.

No acumulado nos últimos doze meses, a produção manteve a trajetória de baixa, chegando a 1,0%, sua marca mais baixa desde fevereiro de 2004 (0,2%).

POR SEGMENTOS

Quinze de 27 áreas pesquisadas pelo IBGE mostraram alta em sua produção em janeiro. Veículos automotores são o destaque da pesquisa, com expansão de 40,8%, devido ao retorno parcial das férias coletivas.

Também devem ser destacados os segmentos de material eletrônico e equipamentos de comunicação (28,4%), borracha e plástico (13,6%), têxtil ( 10,3%) e alimentos (1,6%), que haviam retraído fortemente em dezembro - baixas de 40,8%, 39,0%, 20,3%, 11,9% e 4,3%, respectivamente.

Entre as indústrias que reduziram a sua produção entre dezembro e janeiro estão máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%) e metalurgia básica (-4,7%).

Fonte: g1, www.g1.com.br