Safra piauiense deverá bater recorde este ano, aponta levantamento

A previsão de crescimento na produção do algodão será de 14,8%

Os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a março de 2015, mostram que ha previsão de recorde na safra agrícola piauiense. Segundo os dados, a safra deverá atingir mais de 3 milhões de grãos, o que corresponde a 22,4% de crescimento, em relação à 2014.

A previsão chega com entusiamo em relação às fortes variações registradas em 2014. Os resultados decepcionantes, do ano anterior, são decorrentes do período de estiagem que o Estado sofreu. Agora, as novas estimativas de produção de milho e soja já representam 92% do volume total de grãos produzidos no Piauí.

O dado também está incluído no boletim analítico “Conjuntura Econômica Trimestral”, realizado pela Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro). Segundo o presidente da Cepro, Cezar Fortes, o momento só confirma as expectativas para o Estado. “Batemos um novo recorde, pois crescemos bastante. Além disso, tivemos o aumento de +6% da área dedicada à soja e à redução de 1,7% do milho”, afirma.

No total, serão cultivados grãos em 1.370.609 hectares (ha), contra 1.383..183ha em relação ao ano de 2014, significando uma redução de 0,9% no Piauí. Além disso, o arroz ocupa o terceiro lugar em volume produzido no setor agrícola do Piauí. A previsão é de colher 138.902 toneladas em 2015, queda de 3,7%, em relação ao ano anterior. A queda da produção foi provocada pelo período de estiagem em janeiro do corrente ano, além da redução das áreas plantadas dos projetos agrícolas, em função da alternância das culturas.

Já o feijão apresenta estimativa de produção de 99.195 toneladas para 2015, crescendo 79,5% em relação à safra anterior, onde também sofreu com a seca e atraso na distribuição de sementes fora do calendário agrícola. A previsão de crescimento na produção do algodão será de 14,8%, na área plantada de 17,7%, tendo em vista a retomada das áreas trabalhadas nos cerrados piauienses.

Fonte: Pollyana Carvalho e Daniely Viana