Suíça registra os maiores salários do mundo

Ranking aponta Oslo como a cidade com maior custo de vida

Segundo uma pesquisa do banco UBS – também suíço –, os trabalhadores das duas cidades levam para casa os maiores salários do mundo. “Com seus salários brutos extremamente altos e impostos comparativamente baixos, a Suíça é um país muito amigável aos trabalhadores.

Nenhuma outra cidade em nossa comparação permitiu que os trabalhadores levassem para casa mais renda no final do mês do que Zurique e Genebra”, diz o UBS em nota. Antes dos descontos, no entanto, as duas cidades são superadas por Copenhague, na Dinamarca, que paga os maiores salários brutos.

No ranking do UBS, que envolve 73 cidades, São Paulo e Rio de Janeiro ocupam, respectivamente, a 46ª e a 49ª posição. Nas duas últimas posições, aparecem Jacarta e Mumbai. Oslo tem maior custo de vida As cidades com maior custo de vida no mundo ficam na Noruega, na Dinamarca e na Suíça. Excluindo os gastos com aluguel, Oslo tem o maior custo de vida, seguida por Zurique, Copenhague e Genebra, nesta ordem. Incluindo os gastos com aluguel – que na Europa ocidental representam cerca de um quarto das despesas domésticas – Nova York assume a liderança do ranking, à frente de Oslo. São Paulo e Rio de Janeiro, no ranking que exclui os gastos com aluguel, ocupam respectivamente a 42ª e a 48ª posições.

Duas cidades da Índia – Delhi e Mumbai – aparecem nas últimas posições. Big Macs e Ipods O UBS também levantou quantos minutos as pessoas nessas cidades precisam trabalhar para comprar itens como um sanduíche Big Mac, um quilo de arroz e um Ipod nano.

Na média das cidades pesquisadas, o tempo de trabalho para comprar o sanduíche é de 37 minutos. Já o quilo de arroz custa 22 minutos de trabalho. Em “tempo de trabalho”, o Big Mac é mais caro em Nairóbi, onde “custa” 158 minutos. Enquanto isso, trabalhadores de Chicago, Tóquio e Toronto levam 12 minutos para pagar o sanduíche. As cidades brasileiras estão em uma posição intermediária: no Rio de Janeiro, o lanche “custa” 51 minutos; em São Paulo, 40.

O ranking muda quando o produto em questão é um Ipod nano. Um morador de Nova York ou Zurique leva em média nove horas de trabalho para ganhar o suficiente para comprar o aparelho. No final do espectro, os trabalhadores de Mumbai precisam de 20 dias de nove horas de trabalho - aproximadamente um mês de salário - para comprar o mesmo produto. Em São Paulo, 46,5 horas pagam por um Ipod. No Rio, o produto “custa” 56 horas.

Fonte: g1, www.g1.com.br