Teresina possui a segunda cesta básica mais cara do Nordeste

Cesta básica de agosto sobiu em 18 capitais; saiba!

O custo da cesta básica subiu em 18 e diminuiu em 9 capitais em agosto, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas ocorreram em Florianópolis (3,16%), Maceió (3,11%), Macapá (2,91%) e Curitiba (2,59%). Já as maiores baixas foram em Goiânia (-3,15%) e Aracaju (-2,26%).

Teresina, segundo o Dieese, possui a segunda cesta básica mais cara do Nordeste que  custa ( R$ 399, 73), perdendo apenas para Fortaleza que tem a mais cara (R$ 410, 11). Em terceiro lugar aparece Maceió (396,11), em quatro São Luis (R$ 386, 20), em quinto João Pessoa (R$ 385, 83), em sexto Salvador (R$ 376, 45), em sétimo Recife (R$ 371, 60), em oitavo Natal (R$ 365, 46), a mais barata do Nordeste. 

No sete primeiros meses deste ano, a alta acumulada chegou a 16, 50%. A cesta básica fechou julho custando R$ 400, 27 ( quatrocentos e vinte sete centavos). Os supermercados da capital apresentaram alta no preço da cesta básica. 

Larissa Araújo, técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), falou sobre o impacto do aumento no orçamento do trabalhador.

"Baseado nisso, o Dieese estima quanto seria o salário minimo necessário para manutenção de uma família de quatro pessoas, para adquirir não só esses itens de alimentação, mas também de higiene, moradia e necessários para toda família. No caso do mês de julho, a gente calcula com base da cesta mais cara, já que o piso é nacional, que seria de R$ 3.992, 75. Portanto, bem a quem do salário minimo vigente", afirma.

São Paulo foi a capital que registrou o maior custo para a cesta básica (R$ 475,11), seguida de Porto Alegre (R$ 474,34) e Florianópolis (R$ 457,11). Os menores valores médios em Natal (R$ 365,46) e Aracaju (R$ 370,70).

Entre janeiro e agosto, todas as cidades acumularam alta. As maiores variações foram em Goiânia (22,51%), Maceió (22,28%) e Boa Vista (21,35%). Os menores aumentos ocorreram em Florianópolis (7,79%), Manaus (9,17%) e Curitiba (10,05%).

Os alimentos que mais subiram foram manteiga, café em pó, arroz, leite integral e açúcar. Batata, óleo de soja e feijão tiveram o preço reduzido.

Salário necessário

Em agosto, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.991,40, ou 4,54 vezes o mínimo de R$ 880. Em julho, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.992,75, o que é equivalente a 4,54 vezes o piso vigente.

Dieese
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Fonte: Com informações do Dieese