Sucesso na Europa Duster chega em 2011 no Brasil

Sucesso na Europa Duster chega em 2011 no Brasil

Testado no Marrocos, Duster chega em 2011 produzido pela Renault

Testado no Marrocos, Duster chega em 2011 produzido pela Renault mais barato do mundo" na Europa, Duster terá de encarar o EcoSport aqui

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Apesar das vendas recordes registradas nos últimos tempos, o mercado brasileiro de automóveis ainda apresenta certos espaços. Um deles diz respeito ao segmento de utilitários esportivos compactos, onde o Ford EcoSport praticamente não tem concorrentes, exceção para o chinês Chery Tiggo (há ainda a promessa do Hyundai Tucson "made in Brazil"). Pensando justamente neste mercado, a Renault vai produzir no Brasil em 2011 o Duster, desenvolvido por sua subsidiária romena Dacia.



Na Europa, onde já é comercializado, o Duster ganhou o título de "SUV mais barato do mundo", dado pela World Records Academy, organização americana que certifica recordes mundiais. Os preços confirmam: por lá, a versão de entrada do utilitário compacto tem preço inicial de 10.500 euros, algo em torno de R$ 25.600, já com airbags frontal e lateral, ABS, vidros dianteiros elétricos, direção hidráulica, entre outros. A versão intermediária, chamada Ambiance, custa 12.300 euros, o equivalente a R$ 30 mil, e apresenta tração 4x4, ar-condicionado, ajuste de altura do volante, retrovisores elétricos, computador de bordo e outros itens de conforto. Já a versão topo de linha Laureate custa 15.600 euros, cerca de R$ 38 mil, e soma ainda rádio/CD/MP3, controle de estabilidade ESP e banco do motorista com regulagem de altura.

No Brasil, o modelo ainda não tem previsão de preço. Ele será produzido na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR), de onde saem Logan, Sandero, Mégane, Scénic e Master e mais a família Nissan Livina. O Duster utiliza a mesma plataforma do Logan, o que abriu caminho para a produção do utilitário na fábrica paranaense. Seu rival EcoSport também aproveita a plataforma de um modelo menor, a do Ford Fiesta.

O exterior do Duster apresenta linhas familiares, misturando alguns conceitos utilizados em outros modelos Renault com design agressivo. A caixa de rodas é protuberante, e dela parte uma linha que corta a lateral, na altura da maçaneta, até a traseira do veículo. Seu para-choque é bojudo, garantindo a robustez atribuída aos modelos fora-de-estrada. O conjunto óptico apresenta elementos arredondados, enquanto as lanternas traseiras posicionadas na vertical são simples, sem comprometer o conjunto estético do veículo.

Lançado oficialmente no último Salão de Genebra, em março, o Duster apresenta três opções de motorização. Duas a diesel, 1.5 litro dCi de 85 cv e 100 cv, e uma a gasolina 1.6 litro 16V capaz de desenvolver 110 cv -- este propulsor também é feito no Brasil e utilizado aqui em modelos como o Sandero e o Mégane. (por Marcelo Cosentino)

Acima, o Duster em sua apresentação no Salão de Genebra; no Brasil, terá emblema da Renault

VEJA MAIS IMAGENS DO DUSTER NO SALÃOIMAGENS DO ANÚNCIO OFICIAL DO DUSTERPRIMEIRAS IMPRESSÕES: Pra lá de Marrakech

Finalmente foi testado o primeiro SUV da história da romena Dacia, o Duster. O utilitário apresenta um bom desempenho no asfalto, mas em terrenos acidentados são perceptíveis alguns inconvenientes. O teste foi realizado em 120 quilômetros no deserto marroquino utilizando duas das motorizações disponíveis: 1.6 16V a gasolina com 110 cv, e 1.5 litro a diesel com 85 cavalos.

A versão a diesel convence: como o carro pesa menos de 1.200 kg, a impressão é de aceleração rápida, como em um Sandero. As curvas não são um problema para o Duster, que se sai bem na trajetória. O espaço interno também é bom, como no Logan e a elevada posição de condução agrada.

Já o motor a gasolina de 110 cv parece mais lento do que o diesel de 85 cv. Isso porque a versão movida a gasolina precisa estar em marcha mais alta para alcançar desempenho semelhante ao do diesel, sendo consequentemente mais ruidoso. Uma característica comum de ambas as versões é o sistema de direção. No asfalto, seu funcionamento é firme e preciso, mas nas estradas acidentadas é possível sentir a vibração das rodas. A explicação é que a direção é a mesma de outros modelos da Dacia para asfalto, sem alterações significativas, para não aumentar os custos do utilitário compacto. Os pedais macios demais e a suspensão muito rígida também aumentam esta impressão.

O Duster conta com caixa de marcha de cinco velocidades bastante precisa. A primeira marcha é curta, o que garante que subidas íngremes sejam vencidas sem acelerar demasiadamente. O interessante, eficaz e barato sistema 4x4 foi herdado do Nissan Murano, a partir de parceria entre as montadoras francesa e japonesa. O módulo de controle de tração oferece três opções: 2WD, Auto e Lock. Na primeira posição, o Duster 4x4 se transforma em um carro com tração dianteira, ideal para rodar em estradas. A opção Auto garante a tração do modelo de acordo com a necessidade, distribuindo torque automaticamente entre os eixos. Já a função Lock faz com que a força seja distribuída igualmente entre a traseira e a dianteira, operando todas as rodas ao mesmo tempo.

O Duster provou ser muito capaz no off-road e mostrou como ponto forte estabilidade nas curvas. Como pontos fracos, ele perde um pouco comunicação entre as rodas e o volante em velocidades mais elevadas. Além disso, o motorista sente demasiadamente as rochas em terreno acidentado. (por Adrian Mitrea, do StiriAuto/Romênia, de Marrakech/Marrocos, exclusivo para Auto Press)

Fonte: Agêcia Fapesp