THE tem 1 carro para 3,5 habitantes

Ao chegar no shopping, mais um aborrecimento: falta de vaga no estacionamento

Horário de pico em Teresina: um carro tenta se deslocar da Avenida Maranhão- centro da cidade- a um dos shoppings,localizado na zona leste de Teresina. O motorista percorre as avenidas Coelho de Resende e Frei Serafim- as mais movimentadas da capital. Esse trajeto, que teoricamente deveria levar, no máximo 20 minutos, é feito em mais de um hora. Parte do tempo o motorista fica parado no trânsito.

Ao chegar no shopping, mais um aborrecimento: falta de vaga no estacionamento. Todos esses contratempos, vividos diariamente pelos motoristas de Teresina, são apenas alguns reflexo dos 227.516 veículos registrados pelo Departamento Nacional de Transito (DENATRAN) , o que coloca Teresina no raking das capitais nordestinas com maior frota de veículo.

Na região, a capital piauiense só perde para Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Natal (RN). Aqui a média é de um veículo para 3,52 habitantes, número que se aproxima aos dos grandes centros, onde a média é de um carro para casa dois habitantes.

A nível nacional Teresina está entre as 58 cidades brasileiras com maior frota de veículos, o ocupando a 20ª colocação. Posição acima da capital vizinha, São Luís (MA), que mesmo tendo maior população, possui menos veículos registrados. Teresina também está a frente de João Pessoa, Cuiabá, Boa Vista, Macapá, Maceió, Aracaju, Vitória, Palmas, Rio Branco e Florianópolis, Roraima e Campo Grande.

STRANS descarta rodízio de carros

A pesquisa foi divulgada pelo IBGE sugere mudanças no transito nas cidades em que o grande fluxo de veículos tem provocado caos . As autoridades de trânsito local já discutem as mudanças previstas pelo Plano Diretor de Transporte- que consiste em construção e alargamento pontes e viadutos, otimização do sistema de transporte público e, ainda, a ampliação dos semáforos.

O diretor de trânsito da Strans, Ricardo Freitas, descarta a possibilidade de implantação de um sistema de rodízio de trânsito na capital, o que em sua opinião, além de desnecessário, não é eficiente. ?Implantar rodízio de carros é bastante oneroso devido os gastos para a montagem de uma estrutura de fiscalização. Existem outras medidas menos onerosas e menos desgastante?, destaca.

Ricardo Freitas pontua algumas medidas que devem fazer efeitos a pequeno prazo, como a retirada dos ambulantes do centro da cidade. ?A liberação de algumas ruas do centro da cidade vai dar uma maior vazão aos veículos que circulam nessa área?, explica.

Ricardo Freitas destacou, ainda, os binário de trânsito instalados nas nos cruzamentos das avenidas Quintino Bocaiúva e Arlindo Nogueira- que cruza a Avenida Frei Serafim, semelhante ao das avenidas Desembargador Pires de Castro e Coelho de Resende.

Fonte: Carolina Durães, Jornal Meio Norte