Venda de veículos por consórcio cresceu 14% no primeiro semestre

Redução do IPI ajudou consumidor a programar sua compra

 A procura por consórcios para a compra de veículos cresceu 14% no semestre, de acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Nos segmentos de automóveis leves e motocicletas, a participação dos consórcios nas vendas teve um crescimento significativo impulsionado pelo programa de redução do IPI.

O volume registrado de janeiro a junho foi de 770 mil cotas contempladas, contra 674 mil unidades no primeiro semestre do ano passado. Deste total, 190 mil cotas foram para a compra de automóveis, utilitários e camionetas, o que representa um crescimento de 24,1% em relação ao mesmo período de 2008. Em relação ao mercado de motocicletas, a participação das contemplações dos consórcios no período representou 41,5% nas vendas, duas vezes maior que os 20,5% obtidos no mesmo período de 2008. Mais de 300 mil consorciados receberam cartas de crédito.

De acordo com Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, além da redução do IPI o consumidor está fazendo dos consórcios uma opção de investimento, como a poupança, já com um objetivo definido. “Com o IPI reduzido o consorciado pode até optar por comprar um carro que teria um valor maior”, afirma Rossi. O executivo destaca que um em cada doze carros vendidos no mercado interno é entregue por consórcios.

Quem quiser comprar um carro por consórcio deve saber que o prazo para receber o veículo vai depender dele ser contemplado por sorteio, fazer um lance para adquirir o veículo ou esperar o término do prazo estipulado. “É um perfil diferente da compra por crédito direto ao consumidor (CDC) ou leasing, nos quais o interessado precisa ter o veículo na hora”, diz Rossi. Já o consórcio de motos ajuda quem não tem condições de comprovar a renda ou permite ainda programar a troca do modelo com a ajuda do consórcio. O número de participantes de consórcios de motos superou os dois milhões de consorciados em junho. A associação do setor espera fechar o ano com 10% de crescimento.

Fonte: g1, www.g1.com.br