Economista ensina como controlar gastos em tempos de crise

Uma pesquisa revelou que os brasileiros estão otimistas quanto à crise

O final do ano está chegando e junto com os preparativos para as festas natalinas e o reveillon chegam também as dívidas. Os presentes para a família e amigos, as decorações na casa ou ainda a viagem para passar a virada de ano em outra cidade acabam comprometendo o orçamento anual. Em tempos de crise financeira, nada melhor que economizar e planejar.

Uma pesquisa realizada recentemente por uma agência de publicidade nos países latinos revelou que os brasileiros estão otimistas quanto à crise. Os dados mostram que mesmo acreditando que o mercado brasileiro pode demorar a sentir os efeitos da crise, os consumidores da classe C e D pretendem economizar em alguns setores de ?menor? urgência, como viagens, compra de eletrodomésticos e carro.

Mas controlar os gastos não é uma tarefa fácil. Muitas pessoas acabam procurando especialistas no assunto para ajudar no planejamento ou ainda cursos que ensinem qual a melhor forma de economizar. A estudante Patrícia Andrade é cuidadosa na hora de escolher os presentes de natal. ?Eu sempre procuro lojas que proporcionam as melhores ofertas e que estão dentro do meu orçamento mensal. Não costumo comprar com cartão de crédito nesse período para evitar entrar no ano novo com dívidas?, disse

Para o economista Rafael Paschoarelli existem muitas receitas para começar o ano novo sem dívidas e com o nome longe do SPC e Serasa. Para ele a primeira mudança é a de atitude. ?Não se deve gastar um centavo com dinheiro que não se possua.

Se isto for levado a ferro e a fogo, a pessoa não vai comprar a prazo.

Comprar a prazo e depois não ter renda para pagar as prestações é um dos principais fatores do aperto financeiro. A dica é: se não tiver o dinheiro, não compre?, disse.

O economista Rafael Paschoarelli (SP) estará em Teresina, nos dias 12 e 13 de dezembro falando sobre o assunto. Ele ministrará o curso ?Finanças Pessoais?, no Instituto de Estudos Empresariais de Teresina-Iemp.

Fonte: Assessoria