Em dois anos, Piauí tem 133 mulheres grávidas com HIV

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca 0,4% das mulheres grávidas brasileiras são portadoras de Aids

Hoje é é comemorado o dia mundial de combate à AIDS e Teresina tem dados alarmantes: é a terceira cidade que mais cresce em números absolutos, ficando atrás somente da cidade de Ananíndeua (PA) e a vizinha São Luís (MA) que ocuparam o primeiro e segundo lugar respectivamente. Um crescimento em torno de 254,4% em Teresina entre o ano de 97 e 2007.

A nível nacional, uma grande preocupação é a AIDS na gravidez. No Piauí, entre o ano de 2007 e 2009, a Secretaria Estadual de Saúde registrou 133 casos de gravidez em pessoas com o vírus HIV.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca 0,4% das mulheres grávidas brasileiras são portadoras de Aids ou do vírus HIV. A estimativa é que cerca de 13 mil mulheres com HIV engravidam a cada ano. A chance de transmissão para o bebê é de 20%, ou de 16% caso ela não amamente. Mas o tratamento de prevenção a transmissão de mãe para filho, se realizado adequadamente, pode reduzir esse risco a menos de 2%, chegando quase a zero.

De acordo com o coordenador do setor de obstetrícia da maternidade Dona Evangelina Rosa , Antônio do Nascimento, o tratamento e o parto adequado é a grande esperança para que as gestantes com HIV não contaminem dos os filhos. No entanto, dados do MS apontam que quase metade das mulheres brasileiras portadoras do vírus da Aids não faz tratamento para evitar a transmissão da doença para o bebê.

No Piauí, o tratamento de mulheres gestantes com HIV é feito no Instituto de Doenças Topicais Natan Portela. O tratamento deve começar a partir da 14ª semana de gravidez. Depois disso, ainda há a possibilidade de a mãe receber AZT (medicamento usado no tratamento da doença) injetável no momento do parto e, o bebê, o xarope de AZT durante as primeiras seis primeiras semanas de vida. Mas o risco de transmissão aumenta.

De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde, de quase zero, quando o tratamento é feito no início da gravidez, ele passa para 8%. na hora do parto, os cuidados devem ser redobrados. Isso porque nesses casos não é recomendado parto normal e a mulher deve passar por uma intervenção cirúrgica antes do rompimento da bolsa. ?É nesse momento em que ocorre os risco de contaminação vertical?, afirma Antônia Nascimento ao destacar que esse é o único caso onde a amamentação não é recomendada.

Fonte: Carolina Durães, Jornal Meio Norte