Escola pede à mãe que corte cabelo de seus filhos e causa polêmica

A mãe dos pequenos afirmou que eles foram vítimas de preconceito.

Um bilhete da escola de seus filhos gêmeos de três anos revoltou Débora Figueiredo, moradora de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Enviada na última sexta-feira (16), a mensagem da coordenadora da escola pedia à mãe que aparasse ou fizesse tranças nos cabelos de Antônio e Benício.

O recado dizia: "Olá! Mamãe Débora, peço-lhe se possível aparar ou trançar o cabelinho dos meninos, eles são lindos, mas eu ficaria mais feliz com o cabelo deles mais baixo ou preso. Beijos, Fran."

Débora não gostou do bilhete e acusou a profissional de preconceito racial com seus filhos. "Como eu gostaria que meus filhos não passassem por nenhum tipo de preconceito, como eu gostaria de protege-los desse mundo cruel, como eu gostaria de afastar gente ruim travestido de bonzinhos antes que eles tivessem o desprazer de ter contato", desabafou a mãe no Facebook.

"Meus filhos Antônio e Benício foram vítimas de preconceito por causa do cabelo deles, recebi essa mensagem na agenda escrita pela coordenadora da escola que até então tinha meu respeito, daqui em diante...Eu não posso protege-los de tudo, mas sempre vou lutar por eles."

A publicação foi compartilhada por mais de 4 mil pessoas e recebeu diversas mensagens de apoio.

A dona da escola Eliane Nascimento defendeu o tom do bilhete e negou preconceito racial da coordenadora, que é sua filha. O recado, segundo Eliane, foi motivado por um surto de piolhos na escola e o recado foi no sentido de proteger os gêmeos.

"De modo algum houve preconceito. Meu marido é negro. Aqui na escola aceitamento pessoas de todas as etnias e religiões, sem discriminação", disse Eliane.

Ainda segundo a proprietária, o tema "piolho" não foi mencionado no bilhete porque, às vezes, as crianças são buscadas por outra pessoa da família e não queria falar do problema diretamente.

Mãe alega que filhos foram vítimas de preconceito (Crédito: Reprodução)
Mãe alega que filhos foram vítimas de preconceito (Crédito: Reprodução)


Fonte: Com informações do Brasil Post