Escolas do Semiárido do Brasil receberão cisternas

A cisterna escolar é construída com placas de cimento e tem capacidade para armazenar 52 mil litros, o que pode garantir o acesso à água por até 8 meses.

As escolas públicas do Semiárido vão receber um importante instrumento para a garantia da segurança alimentar das crianças que estudam nelas. Parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) vai permitir a construção de 5 mil cisternas nas unidades de ensino, para captação e armazenagem de água da chuva, que podem ser usados nos períodos de estiagem.

Ao todo, o MDS está investindo, até o final de 2015, R$ 69 milhões nesta ação, que permite o abastecimento de água própria para consumo em mais de 50% das escolas públicas sem ligação à rede de abastecimento da área rural da região. “Com a condicionalidade de educação do Programa Bolsa Família, as crianças já estão onde elas deveriam estar: na escola. Agora, a construção destas cisternas vai garantir ainda mais segurança alimentar aos alunos”, afirma a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

A cisterna escolar é construída com placas de cimento e tem capacidade para armazenar 52 mil litros, o que pode garantir o acesso à água por até 8 meses. “A escola vai poder armazenar água para o consumo das crianças e para o preparo da merenda, evitando interrupções durante a seca”, destaca Tereza Campello. Além disso, lembra, as prefeituras poderão reabastecer a escola com carros pipa, o que não é possível sem uma cisterna. A seleção das unidades de ensino está sendo feita a partir de levantamento do Censo Escolar de 2013.

O valor para a construção de cada cisterna é de aproximadamente R$ 13 mil, que inclui ainda a implantação também de bomba elétrica e a compra de filtros de barro para utilização e tratamento da água coletada, bem como a capacitação de gestores e professores para a gestão da água armazenada e sob re a importância da educação alimentar e nutricional e temas de convivência com o Semiárido a serem desenvolvidos com as crianças.



Fonte: Assessoria