Estudante do interior do PI pede ajuda para fazer intercâmbio fora do país

Estudante do interior do PI pede ajuda para fazer intercâmbio fora do país

Destaque em seleção, piauiense pede ajuda para viajar ao exterior.

Nem sempre é fácil, os caminhos estão repletos de intempéries, as dificuldades assolam, mas a perseverança é maior, ultrapassa os obstáculos e transpõe barreiras. A meta é o sucesso, não apenas pessoal, é quase uma missão de vida ir além das perspectivas, alcançar o que parecia impossível, mas que sempre esteve em suas aspirações.

Estudar não por obrigação, mas como o arcabouço para alcançar um objetivo que está perto de se realizar, mas que ainda tem um grande impedimento a ser transposto.

De família humilde, do interior do Piauí, Erick Freire almejou desde criança mudar a sua realidade através dos livros, com muita dedicação estudou o ensino básico em escolas públicas. Contando com o apoio da família mudou-se para Teresina e atualmente cursa Direito, com o plano de estudar no exterior para aprimorar seu aprendizado, participou da seleção de um banco privado que contou com mais de 13 mil alunos em todo o Brasil, eram apenas 100 vagas.

Após horas de dedicação, ele conseguiu; o único piauiense a realizar esta proeza. Porém mais um empecilho aparece, e apesar da bolsa ofertada pela instituição, algumas despesas não são incluídas no pacote e demandam subsídios que Erick não possui.

Com a viagem prevista para junho deste ano, o estudante corre contra o tempo e pede ajuda nas redes sociais para concretizar a sua vitória. Erick espera contar com o apoio de todos que como ele acreditam na educação como a maior arma para um mundo melhor. ?Tenho certeza que crescerei bastante, tanto no nível pessoal como acadêmico.

Será fundamental para a aquisição de fluência no idioma. Sem falar que a ideia de conhecer pessoas do mundo todo e poder trocar experiências é encantadora?, destaca a importância do projeto.

Erick tem objetivos animadores com a viagem aos Estados Unidos. ?Tenho três objetivos iniciais em mente: primeiro, desenvolver três pesquisas que tenho em andamento relacionadas ao Direito Internacional; estagiar na sede da ONU; e focar na possibilidade de uma bolsa de mestrado em Relações Internacionais?, diz.

Esperançoso, o estudante de Direito lembra que planejou com antecipação a seleção, mostrando que o resultado foi fruto de estratégias a longo prazo. ?O processo de seleção foi curricular (como eu já imaginava e tinha me preparado). Então, anexei meus artigos, certificados, cartas de recomendações dos meus professores, histórico acadêmico e vários outros documentos que eles não pediram, mas que eu achei importante anexar para chamar atenção dos avaliadores?, ressalta.

Dificuldades no Ensino Público

A louvável batalha de Erick é compartilhada por estudantes de todo o Estado, que sonham em melhorar de vida.

Para ultrapassá-las a demanda de esforço chega a ser enorme. ?Tive dificuldades e até hoje tenho. Tendo supri-las correndo atrás e estudando em casa, revisando os conteúdos e etc. Na faculdade, os professores fazem constantes referências a conteúdos do ensino básico e não vou mentir que muitos desses assuntos eu nunca estudei nem na sala de aula do ensino fundamental ou médio?, orienta.

Para suprir essa deficiência, o estudante de direito teve que adotar uma rotina disciplinada, e ele faz uma análise em torno do modelo educacional do Piauí. ?Já estudei em São Paulo, no Pernambuco e no Piauí. Na minha concepção, dos três, Pernambuco teve a melhor qualidade na educação e São Paulo a pior. Entretanto, nunca deixei isso me abater, sempre ia na biblioteca da escola estudar os conteúdos que eu via que eram cobrados nos vestibulares. Acho que valeu a pena. pois quando fiz o ENEM, passei pra Direito (ProUni), Ciências Políticas e Ciências Sociais (UFPI), Relações Internacionais em Recife e na Paraíba (ProUni) e Comércio Exterior (Vestibular)?, revela.

O exemplo de Erick mostra que apesar de todas estas questões é possível alçar vôos maiores e abarcar grandes realizações, que incentivam e trazem esperança para alunos de todo o Estado. ?Acredito que o Piauí necessita de jovens que tenham a intenção de mudar nossa realidade. A maioria das mentes brilhantes piauienses fogem do estado na busca de um ambiente de estudo mais favorável?, afirma o estudante. Ele ainda dá dicas de o que possibilitaria a otimização do ensino e a melhoria das condições. ?Ensino básico integral e mais vagas na universidade estadual seriam um bom início. Entendo que outro ponto que poderia ser melhorado se refere a área da pesquisa científica acadêmica. O governo local deveria seguir os passos das políticas públicas do Governo Federal relacionadas a educação?, complementa.

Por fim Erick concorda que não há como solucionar todas as questões negativas rapidamente, existe a clara necessidade de um projeto sólido. ?É difícil tentar resolver os milhares de problemas que assolam nossa sociedade, sendo que o problema é lá na raiz. Sem falar que não encontramos nenhum gestor que tenha coragem de investir num projeto educacional, tendo em vista que a maioria dos projetos são a longo prazo e de difícil percepção dos eleitores. Os gestores querem ?mostrar trabalho? custe o que custar?, critica.

Como ajudar

O estudante necessita de ajuda com passagens, alimentação, seguro saúde, visto estudantil, teste de proficiência, roupas de frio e material de estudo; ele ressalta que não precisa ser necessariamente em dinheiro. ?Pode ser através das próprias passagens (milhas), pagamento no cartão de crédito (seguro saúde, visto, teste de proficiência e etc.)?, pede.

Erick Freire conta com uma rede de amigos e familiares que disseminam seu apelo pelas redes sociais, contribuindo para que essa oportunidade não vá embora. ?Aos que desejarem fazer a doação de qualquer valor, seguem os dados das duas contas que abri pra essa finalidade: Caixa Econômica, agência 2696, conta poupança 1917-0, operação 01 e Banco do Brasil, agência 3178-x, conta corrente 43.589-9?, afirma.

Nesta corrente de união, ele sabe que será uma missão dura, entretanto mantém o pensamento positivo. ?Prometo honrar toda a ajuda e me dedicar o máximo possível para aprender bastante e compartilhar com os colegas piauienses. Meus contatos de telefone são (86) 9806-1114, (86) 9853-1000 e (86) 3223-2200 ?, complementa.

Apesar de não ter recebido qualquer apoio governamental, o jovem acredita que em breve poderá contar com algum incentivo. ?Até o exato momento ninguém entrou em contato comigo pra tratar do assunto. Estou aguardando o recebimento de alguns portfólios que ganhei de patrocínio para eu mesmo ir atrás de autoridades solicitar apoio. Acredito que eles me ajudarão. Tenho fé?, encerra.

Fonte: Francy Teixeira