Estudantes realizam mobilização contra preço das carteiras estudantis

“A carteira já é válida para a meia passagem e vale cultural, porém existe um receito dos estudantes em retirar a carteira por não haver a posição oficial da prefeitura”, diz.

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Por: Daniely Viana

Com gritos de protesto e indignação, os estudantes de escolas públicas de Teresina e representantes da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (Ames) em conjunto com a Federação Nacional de Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) realizaram mobilização na Praça da Liberdade, centro de Teresina. A ação teve como objetivo questionar o atual valor da carteira estudantil, confeccionada por R$ 22,00 pela Comissão Expedidora de Identidade estudantil (Cmeie), como também lembrar a validade da carteira da Ames.

O ato seguiu em passeata pela Avenida Frei Serafim, tendo como destino a entrada do Palácio da Cidade. Dessa forma, Eduardo Felipe Sousa, secretário da Ames, afirma que a Prefeitura de Teresina deva tomar um posicionamento em relação as carteiras da Associação. “A carteira já é válida para a meia passagem e vale cultural, porém existe um receito dos estudantes em retirar a carteira por não haver a posição oficial da prefeitura”, diz.

O representante da Ames, confirma que além dos benefícios de meia passagem e vale cultural, a carteira da associação está no seu valor R$ 10 e podem ser submetidas dentro das escolas não sendo necessário o deslocamento do estudante aos postos de pagamento, dentre outras. “Dessa forma, ele não precisa pegar uma fila nos postos. Além disso, a carteira chega no prazo máximo de 10 dias, ao contrário da Cmeie que leva mais de um mês, tendo os mesmo direitos a meia passagem e vale cultural”, diz.

Procurado pela reportagem do Jornal Meio Norte, o presidente da Cmeie, Danílio Cesar, esclarece que a carteira da Ames não oferece o direito a meia passagem para transportes coletivos e lembra que a entidade se baseia na Lei municipal de 2008, onde confirma que a Cmeie é a responsável pela confecção de carteiras de estudante para 599 de escolas da capital e interior.

Fonte: Daniely Viana