Ex-cirurgião condenado por esquartejar namorada é aprovado na Fuvest

Ex-cirurgião condenado por esquartejar namorada é aprovado na Fuvest

Farah foi condenado a 13 anos de prisão no dia 17 de abril de 2008 pela morte da namorada

O ex-cirurgião plástico Farah Jorge Farah é um dos aprovados no vestibular 2010 da Fuvest. Ele poderá se matricular no curso de graduação de Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os fenômenos fisiológicos, psicológicos, sociais e culturais relacionados ao envelhecimento do ser humano.

A informação foi confirmada ao G1 pelo defensor dele, o advogado Roberto Podval. ?Ele (Farah) que me ligou e me avisou que tinha sido aprovado. Ele está tão feliz quanto qualquer outra pessoa que passa no vestibular?, comparou Podval.

Farah foi condenado a 13 anos de prisão no dia 17 de abril de 2008 pela morte e pelo esquartejamento de sua ex-paciente e ex-amante Maria do Carmo Alves. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2003. O ex-cirurgião ficou preso até 30 de maio de 2007, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou pedido de habeas corpus da defesa para que ele pudesse responder pelo crime em liberdade.

Apesar da condenação, Farah aguarda o julgamento dos recursos da Promotoria, que pede o aumento da pena, e da defesa em liberdade, decisão tomada pelo juiz do 2º Tribunal do Júri da capital, Rogério de Toledo Pierri. ?Não se pode confundir a comoção, o choque que é você ver as fotos do corpo esquartejado com uma reprimenda que não fosse ajustada?, avaliou o juiz, na ocasião, ao proferir a sentença.

Além de a lei permitir claramente que se recorra em liberdade de uma condenação criminal, pesou a favor do médico a decisão do STF que o livrou da cadeia por entender que, em liberdade, ele não oferecia riscos para o andamento da ação penal.

De acordo com Podval, que irá defender no final de março deste ano o casal Nardoni, acusado do assassinato da menina Isabella, não há qualquer impedimento legal para que Farah não se matricule no curso para o qual foi aprovado e assista às aulas normalmente.

Fonte: g1, www.g1.com.br