Frota de veículos em Teresina chega a 394 mil

Frota de veículos em Teresina chega a 394 mil

Frota de veículos em Teresina chega a 394 mil

A zona Leste de Teresina sofre com um problema de grandes metrópoles: o extenso congestionamento de veículos. O problema aumentou consideravelmente desde a última década, em razão do aumento do número de veículos nas ruas e a expansão do comércio nos bairros da região.

Os moradores da área reclamam, mas o número de veículos nas ruas só cresce, principalmente na própria zona Leste, que concentra pessoas com maior poder aquisitivo.

Para se ter ideia de como o trânsito da cidade aumentou, basta olhar os números divulgados pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Segundo o último levantamento feito pelo órgão, em junho deste ano, Teresina possui mais de 394 mil veículos nas ruas, sendo que mais de 170 mil correspondem a automóveis.

Sozinha, a capital piauiense responde por 44,7% da frota do Estado inteiro. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número de veículos em Teresina cresceu 12,5%. 

O número de veículos nas ruas cresce em uma projeção crescente deste a última década. Isso ocorre pelas facilidades de pagamento para adquirir veículos e também pelo aumento da chamada classe média.

“Acho que o trânsito da zona Leste, assim como em outras zonas, tem seus horários de pico, mas isso é assim por causa dos horários do comércio, escola, etc. Para mudar isso não teria apenas que mudar o trânsito, mas também o horário comercial.

Além disso, falta respeito dos motoristas, que se acham donos da rua, param em locais proibidos, etc. Talvez isso se modifique com uma maior fiscalização e educação das pessoas”, diz o estudante de Psicologia, Fábio Coelho.

O contador Eduardo Muniz comparou Teresina a Recife: “Acho que a verticalização habitacional da zona Leste é um dos principais problemas. Venho de uma cidade [Recife – PE] cheia de arranha-céus que se aglomeram em poucos bairros, gerando transtorno no trânsito. 

O trânsito lá está caótico porque onde antes existia uma, duas ou três casas, surge um edifício com vários andares e a concentração de veículos no local se torna muito maior”, relata. 

Eduardo também critica a estruturação das vias: “Acho que o excesso de retornos e balões também são responsáveis pelos congestionamentos da zona Leste”, complementa.

Quanto aos engarrafamentos, eles não acontecem apenas durante os dias úteis. No final de semana eles também são constantes: “Tem que ver que na zona Leste tem muitos lugares de lazer”, aponta a estudante de Farmácia Karinne Coelho. 

Esses engarrafamentos também ocorrem pela concentração de bons restaurantes, bares, boates e shoppings na região.

Avenida Jockey Club é um dos pontos de maior congestionamento 

A Avenida Jockey Club possui dois pontos de congestionamento bastante intensos, que é no cruzamento com as Avenidas Nossa Senhora de Fátima e Homero Castelo Branco. Esses dois pontos de engarrafamento ocorrem, principalmente, pela existência de muitas escolas e faculdades nesta região.

Os veículos que saem da Universidade Federal do Piauí (UFPI) em direção à Av. João XXIII também contribuem para esses congestionamentos, que acontecem principalmente entre 12h e 14h e de 18h e 19h.

O balão presente depois da UFPI, que liga a zona Leste à zona Norte, também é outro ponto que congestiona muito nos horários de pico. O trânsito se concentra no balão que antecede a ponte da Primavera, e pode fazer muita gente perder o horário.

Rumando à Morada do Sol, outros dois pontos bastante congestionados durante os horários de pico são da Av.

Dom Severino com a Av. Presidente Kennedy e a Av. Nossa Senhora de Fátima. Esses congestionamentos acontecem em razão da forte presença comercial na região, que concentra muitos restaurantes fast-food. Ao final do expediente é uma das áreas de maior concentração de veículos. 

 

 

Má pavimentação das ruas dificulta rotas alternativas dos motoristas 

Ruas de calçamento danificadas ainda são presença marcante na zona Leste. Essas ruas dificultam que os motoristas criem rotas alternativas, pois eles temem a integridade dos pneus e protetores de cárter dos próprios veículos.

Para o estudante Fábio Coelho, motoristas em Teresina ainda buscam andar pelas avenidas pavimentadas.

"Acho que as ruas sem pavimentação interferem no congestionamento, porque muita gente prefere dirigir em ruas com asfalto, por serem mais sinalizadas, confortáveis, e porque fazem o carro durar mais.

Como na zona Leste ainda tem muitas ruas sem pavimentação, as pessoas acabam pegando pontos e avenidas em comum, aumentando o congestionamento", finaliza Fábio Coelho.

Fonte: Lucrécio Arrais