Fúria: Homem atropela copeira, foge e agride agente da Lei Seca

Carlos Eduardo Vieira dos Santos, de 29 anos, foi autuado por lesão corporal no trânsito, agravada por não socorro a vítima.

O engenheiro Carlos Eduardo Vieira dos Santos, de 29 anos, foi preso em flagrante no fim da noite deste sábado, após atropelar uma mulher ao tentar fugir de uma blitz da Operação Lei Seca, na Gávea, Zona Sul do Rio. Ele acabou detido por agentes da operação. Um deles foi agredido com um soco na boca. O engenheiro foi liberado no início da manhã após pagar fiança de R$ 4 mil.


Fúria: Homem atropela copeira, foge e agride agente da Lei Seca

Segundo a copeira Maria da Glória dos Santos, de 56 anos, ela, a filha e outros oito colegas voltavam de um buffet no Largo do Machado, por volta das 23h30, onde trabalham. Eles foram até a Gávea pegar outro ônibus e seguir para a Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, onde moram.

Ainda de acordo com a copeira, o Hyundai Veloster prata, placa LQC-3869, dirigido por Carlos Eduardo, saiu da Avenida Rodrigo Otávio e passou pelo sinal aberto na Avenida Padre Leonel Franca, na altura da Praça Sibélius, sentido São Conrado. Após o sinal fechar, o grupo iniciou a travessia na faixa de pedestres. Ao ver a Operação Lei Seca montada pouco a frente, o motorista fugiu de marcha a ré e atingiu Maria da Glória. A copeira foi arrastada por alguns metros pelo veículo e caiu. O motorista fugiu sem prestar socorro.

"Seria pior se tivessem outros carros atrás. Ele ia arrastar todo o mundo. Depois de me atropelar, ele acelerou e sumiu de vista. Era para eu estar morta agora. Ele deu ré com muita velocidade", relembrou Maria da Glória.

Após o atropelamento, a filha e os colegas acionaram os agentes da Lei. Segundo a filha da copeira, a garçonete Deise dos Santos da Conceição, de 32 anos, Carlos Eduardo estacionou o carro em uma rua próxima. Um ciclista que viu o acidente seguiu o veículo e indicou o local ao agentes.

Ainda segundo Deise, o motorista aparentava estar alcoolizado e ignorou o pedido dos agentes para sair do veículo e mais uma vez tentou fugir. Já do lado de fora, ele se negou a apresentar documentação e a fazer o teste do bafômetro. Ao receber voz de prisão, Carlos Eduardo xingou os agentes e resistiu para ser algemado. Ainda de acordo com a garçonete, ele deu um soco na boca do sargento Inácio, lotado na operação. O acusado só foi dominado com a ajuda de outros cinco agentes da Lei Seca.

A mãe dela sofreu luxação no braço esquerdo e escoriações pelo corpo. Ela foi medicada no Hospital Miguel Couto, também na Gávea. Todos foram levados para a 15ª DP (Gávea), onde o caso foi registrado. Na unidade, Carlos Eduardo permaneceu todo o tempo algemado. Segundo os policiais da unidade, ele possui carteira de habilitação em situação regular. O motorista negou todas as acusações. O pai dele não quis falar com os jornalistas.

Segundo a delegada Ana Paula Costa, adjunta da 14ª DP (Leblon), central de flagrantes da região, Carlos Eduardo foi autuado lesão corporal no trânsito, com agravante por não prestar socorro à vítima; lesão corporal pela agressão ao PM, resistência e desacato. Todos os crimes são afiançáveis. Até às 7h, ela aguardava o fim dos depoimentos para estipular o valor da fiança. O atropelador poderá responder o processo em liberdade. O PM e a copeira foram encaminhados para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

No início da madrugada de sábado, o gesseiro Wendell Lima Costa, de 39 anos, morreu após ser atropelado na calçada da Rua João Evangelista de Carvalho, no bairro Cabral, em Nilópolis , na Baixada Fluminense. Em depoimento na 57ª DP (Nilópolis), o motorista do Ford Ka, Leonardo Ávila Lima, de 35 anos, confessou que não tem carteira de habilitação e que toma antidepressivos. Ele atropelou outra mulher.

Segundo uma manicure, ela e uma amiga ficaram reféns de Wendell dentro do carro por cerca de três horas até o atropelamento. Elas e o acusado também se feriram.

Na madrugada do mesmo dia, um motorista não habilitado matou um pedestre e feriu outras quatro mulheres, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Fonte: O Dia Online