Greve dos servidores impede matrículas de alunos na UFPI

Ontem, o prazo foi reaberto, mas grevistas

Os alunos aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) da Universidade Federal do Piauí estão com dificuldades para fazer matrícula institucional. Isso porque quase 2 mil servidores técnicos da instituição superior estão em greve há 40 dias e a maioria dos procedimentos acadêmicos paralisaram. 

De um total de 2.470 estudantes, apenas um pouco mais de 250, aproximadamente 10%, conseguiram fazer as matrículas na 1ª chamada, que aconteceu nos dias 18, 22 e 23 de junho.

Paralisação não tem data para acabar 

Ainda conforme o movimento grevista, não estão sendo emitidos documentos acadêmicos na Universidade. "A biblioteca também só está funcionando para os alunos estudarem. Só estamos expedindo diplomas e nada consta mediante mandado judicial", acrescenta o Sindicato.

A greve não tem data para acabar e os grevistas ameaçam ocupar o prédio da reitoria nesta terça-feira (14). Até agora, o Governo Federal ofereceu a proposta de reajuste salarial de 21,30%, para ser dividido em quatro parcelas. A categoria não aceitou e aguarda uma nova contraproposta, que deve ser feita no próximo dia 22. (I.P.)

Servidores deixam de fazer matrícula da 2ª chamada 

Para tentar sanar o problema, a Universidade abriu ontem (13) o novo prazo para as matrículas de 2ª chamada dos alunos. Porém, o comando local de greve dos servidores técnicos administrativos decidiram, novamente, não fazer as inscrições. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Ufpi (Sintufpi), André Gonçalves, afirma que enquanto o Governo Federal não apresentar uma proposta que contemple a categoria, o movimento vai se fortalecer.

Entre as reivindicações dos servidores estão: regulamentação de carga horária de 30 horas semanais, sem cessão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), fim imediato do ponto eletrônico no Hospital Veterinário Universitário, política de capacitação e qualificação para os Técnicos Administrativos em Educação, fim do assédio moral, fim dos desvios de função e concurso público em caráter de urgência.

"Estamos reivindicando nossas perdas inflacionais de 2011 a 2015, que dá o total de 27,30%, e a implementação do nosso plano de carreiras, carga horária de 30 horas semanais. O concurso é importante porque existem muitos terceirizados na Ufpi, dentre outros pontos", conta André Gonçalves.

Durante a greve, as matrículas institucionais estão sendo feitas no Departamento de Assuntos Acadêmicos. De acordo com o Sintufpi, somente três técnicos, que ainda estão em estágio probatório, fazem o procedimento.

"Coordenadores de cursos estavam matriculando alunos, mas eles estão ameaçando parar porque não possuem treinamento para a operar o sistema e encaminham os alunos para o DAA", afirma o presidente do Sintufpi. 

Fonte: Virgínia Santos e Izabella Pimentel