Greve e reforma marcam 7 anos do Hospital de Urgência de Teresina

O HUT completa hoje (05) sete anos de existência, com um histórico divergente. Em meio a crises políticas e econômicas, o prédio já foi palco de sofrimento com grandes filas

O Hospital de Urgência de Teresina Professor Zenon Rocha (HUT), localizado no Bairro Redenção, zona Sul de Teresina, completa hoje (05) sete anos de existência, com um histórico divergente.

Em meio a crises políticas e econômicas, o prédio já foi palco de sofrimento com grandes filas, mas também de emoção por muitas curas. Hoje, palco de reforma e greve.

Para Gilberto Albuquerque, diretor do HUT, os sete anos do Hospital foram marcados por um período de instabilidade, mas também de avanços. “O período de mudança do HGV para o HUT foi de muita instabilidade. Mesmo assim, o HUT conseguiu, agora ao final destes sete anos, se sair muito bem”, considera.

O diretor do HUT também ressalta o número de cirurgias realizadas. “Temos uma dnâmica muito intensa, isso é verdade. Mas o número de problemas que tratamos somam mais de 100 mil operados.

É um valor significativo, considerando quantas vidas já temos salvo neste período. Temos a maior equipe médica do Piauí [300], a melhor equipe de urgência. Além disso, muita tecnologia foi implantada”, declara Albuquerque.

Mas, falando em instabilidade, a crise dos servidores públicos e terceirizados também é problema para o HUT. Ontem (4), os servidores municipais locados no hospital, entre pessoal do setor administrativo, laboratorial e enfermagem, aderiram ao movimento iniciado na quinta-feira (30). Por conta da paralisação, muitas filas e reclamações, principalmente pela impossibilidade de conseguir fazer exames.

Mas segundo Gilberto Albuquerque, “os servidores que estavam no movimento de paralisação são dos auxiliares administrativos, e isso não interfere em nada no atendimento.

Eles não trabalham com paciente”, diz. Para ele, a diminuição em 30% do atendimento não foi em razão do movimento grevista, mas sim por causa da obra de melhorias no Hospital.

“O atendimento não mudou nada, mas o lugar de atender saiu da frente para a lateral, que diminuiu em 30% o espaço físico temporariamente”, complementa.

Direção quer finalizar obra antes do prazo

A pretensão da direção é terminar as obras antes do previsto. "O prazo de finalização da obra do Hospital de Urgência de Teresina é de 6 meses, e estamos dentro do prazo.

Inclusive, estamos trabalhando para terminar o serviço antes do prazo estimado. Vamos ver se somos o único hospital a ser inaugurado antes do previsto", declara Gilberto Albuquerque.

O HUT também adquiriu novos equipamentos. Dois novos arcos cirúrgicos adquiridos desde janeiro deste ano aumentaram o número de cirurgias ortopédicas realizadas em 15% o número de cirurgias ortopédicas.

O Hospital também recebeu 50 monitores, novas mesas cirúrgicas, macas de hemodiálise, aparelhos de anestesia, perfuradores, oxímetros, macas e camas.

O centro cirúrgico também foi ampliado e reformado em agosto de 2014, contando, agora, com mais 3 salas de cirurgias e seis leitos na sala de recuperação pós-anestésica, contando também com um centro de hemodiálise com três leitos.

Atendimento deve ser humanizado em 38 novos leitos

A reforma mencionada por Gilberto Albuquerque é a construção de 38 novos leitos, que somados aos 15 já existentes, deve chegar a 53. "Essa reforma vai adequar o espaço físico do HUT para que todos os pacientes tenham um atendimento digno e individualizado, igual no serviço particular. Isso traz mais respeito ao paciente, e também um atendimento humanizado", afirma o diretor do Hospital.

A construção de novos leitos tem como objetivo extinguir os corredores lotados do HUT, cena bem clássica nos noticiários. Com a triplicação do número de leitos, estima-se que a demanda seja atendida de forma satisfatória.

Inclusive a vinda de pacientes de outros estados, através da Central de Regulação de Leitos.

Gilberto Albuquerque declara que o Piauí foi o último estado a aderir ao sistema. "Todo paciente que for removido de um lugar para outro precisa vir da Central, autorizado.

Quem manda ou não pacientes para cá é a Central. Éramos o último estado a implantar nossa regulação de leitos. Estamos há quatro meses assim", esclarece.



Fonte: Pollyana Carvalho e Lucrécio Arrais