História da Cinemateca revela as relações entre a produção cultural e a sociedade brasileira

uma cinemateca moderna envolve a pesquisa de filmes, a preservação de acervos, a difusão cultural

Mais do que contar a história d?A Cinemateca Brasileira, Fausto Douglas Correa Júnior coloca em debate o próprio conceito destas instituições dedicadas à preservação da memória. Neste lançamento da Editora Unesp, o foco principal é a construção de uma cultura cinematográfica, tarefa que historicamente foi atributo das próprias cinematecas e dos cineclubes, e que hoje ganha outras configurações tendo em vista o consumo virtual e solitário de imagens por meio de downloads e sites de compartilhamento.

Além de narrar um processo envolvendo personagens conhecidos, a história da Cinemateca Brasileira, que inicia suas atividades em 1930, é articulada com uma complexa rede de relações sociais. Deste modo, se pensa tanto o que ela representou na cultura brasileira quanto o que ainda poderá vir a ser. Para o autor, uma cinemateca moderna envolve a pesquisa de filmes, a preservação de acervos, a difusão cultural e a reunião de uma documentação em diferentes suportes materiais. Constitui uma instituição capaz de modular a relação do presente com o passado e cumprir o seu papel formador de público e de novas gerações de cineastas.

Está em pauta, assim, o projeto de uma cinemateca moderna e suas mudanças dentro do marco social no qual ela foi se fortalecendo. Correa Júnior, seguindo a tradição instaurada por Henri Langlois, da Cinemateca Francesa, adere ao projeto de difusão do acervo como missão central destas instituições, sem que se descuide da preservação dos acervos. Valores que, busca demonstrar neste livro, devem ser compartilhados pelo maior número possível de espectadores.

Fonte: Assessoria