HU precisa de concurso público para funcionar

HU precisa de concurso público para funcionar

Segundo o reitor, é vontade sua colocar o HU em funcionamento para poder desafogar os hospitais.

O funcionamento do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí é algo esperado por praticamente todos os piauienses usuários da saúde pública do Estado. O HU já está finalizado e equipado, no entanto, para colocá-lo em funcionamento, segundo o reitor Luiz dos Santos Júnior, a UFPI necessita de uma autorização do MEC para a realização de concurso público que irá selecionar os funcionários necessários para a abertura do hospital.

Segundo o reitor, é vontade sua colocar o HU em funcionamento para poder desafogar os hospitais públicos da capital. No entanto, ele garante que não poderá fazer isso sem a autorização do MEC. ?Não só eu, como nenhum outro reitor de universidade federal poderá realizar concurso público para contratação de pessoal, nem para o quadro efetivo e nem temporário, portanto, apesar da minha vontade e da vontade dos piauienses, nós só poderemos fazer isso com autorização do MEC?, explicou.

Luiz Júnior informa que há muito tempo já vem lutando para colocar o HU em funcionamento, prova disso, segundo ele, é o fato de a UFPI ter sido a primeira universidade a ser vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). ?O ministro da Educação já decidiu que a UFPI terá prioridade por ter sido a primeira. O que nós precisamos agora é que a empresa acelere seus trabalhos para que o concurso possa acontecer o quanto antes?, argumentou.

A empresa é responsável pela administração do HU da UFPI. Além disso, o órgão terá como objetivo regularizar a contratação de profissionais, atualmente feita pelas fundações de apoio, ligadas às instituições de ensino superior.

Foram, no total, 23 anos para a conclusão das obras do Hospital Universitário da UFPI e instalação dos equipamentos.

O hospital possui 230 leitos, 13 salas de cirurgias, três salas de cirurgias odontológicas, 33 salas de exames e 53 consultórios, além do tratamento ambulatorial. Segundo informações da UFPI, foram investidos R$ 79 milhões para a construção e compra de equipamentos de última geração, para atender as unidades coronarianas e nefrológicas, dentre outras.

Fonte: Pollyanna Carvalho