Jovem posta no Facebook que foi agredida e suspeito é encontrado

Jovem posta no Facebook que foi agredida e suspeito é encontrado

Jessica Otte, de 24 anos, sofreu ferimentos no rosto e no braço.

A polícia identificou e localizou nesta terça-feira (26) o suspeito de agressão contra a publicitária Jessica Otte, de 24 anos, durante uma discussão de trânsito ocorrida sábado (23) na esquina da Rua Groenlândia com a Avenida Brigadeiro Luis Antonio, nos Jardins, em São Paulo, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

O homem, que é dono de um posto de gasolina na região do Morumbi, deverá prestar depoimento nos próximos dias. Sua identidade não foi divulgada e o nome do seu advogado não foi repassado pelos policiais que acompanham o caso quando o site esteve na delegacia na noite de terça-feira (26) e também na manhã desta quarta-feira (27).

A publicitária vítima da agressão apresentou representação formal contra o suspeito na segunda-feira ((25) e realizou exame no Instituto Médico-Legal (IML) para comprovar as agressões, o que tornou possível instaurar o inquérito por lesão corporal dolosa, injúria e dano. O site não conseguiu localizar o suposto agressor para comentar o caso.

A publicitária foi agredida com socos e empurrões por um homem e uma mulher após uma discussão de trânsito. Jessica afirma que o agressor ?teve um acesso de raiva? porque, segundo ele, ela estaria andando muito devagar pela faixa da esquerda.

A história foi contada por Jessica no Facebook e a postagem ganhou destaque na rede social nos últimos dias, com mais de 16 mil compartilhamentos. O caso foi registrado no 15º Distrito Policial da cidade, no Itaim Bibi, como colisão entre automóveis e lesão corporal.

A jovem seguia de carro com a companheira Amanda Carbone, de 28 anos, em direção ao shopping Ibirapuera, onde pretendiam fazer as compras de Natal para a família. O plano das duas, porém, foi interrompido no meio do caminho.

Jessica dirigia o carro e, logo que voltou a acelerar o veículo depois de parar em um dos semáforos da Rua Groenlândia, começou a ser incomodada por um motorista, de aparentemente 50 anos, que vinha logo atrás e queria ultrapassá-la. Ela ocupava a faixa da esquerda, das três existentes na rua.

A publicitária afirma que estava em uma velocidade compatível com os limites da via, mas que mesmo assim tentou deixar o homem, que dirigia uma picape Hilux, passar. No entanto, devido à visibilidade ruim, já que chovia muito no dia, e à presença de outros carros na pista, ela não conseguiu trocar de faixa.

De acordo com a vítima, o motorista, irritado por não conseguir a ultrapassagem, começou a sinalizar com farol alto. Assim que os carros pararam novamente, no semáforo entre a Rua Groenlândia e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, o homem colou o para-choque da picape na traseira do carro de Jessica e começou a buzinar, mesmo com o sinal ainda no vermelho.

Jessica conta que, ao som das muitas buzinadas, colocou o braço para fora e apontou para o semáforo vermelho. Segundo ela, como quem dizia ?não tenho o que fazer?. O motorista, então, teria perdido a cabeça, engatado a ré e depois acelerado, colidindo contra o Fiesta onde estavam as duas mulheres. Ele teria feito isso ainda mais uma vez, segundo a publicitária.

Depois das batidas, Jessica desceu do veículo para tirar satisfação. Ela afirma que o homem começou, então, "a xingar tudo quanto era nome e fazer ironias, dizendo que eu estava de ?conversinha? com a minha esposa?. Sem diálogo, ela resolveu tirar fotos da colisão e também da placa da Hilux. Ao ver que a jovem fotografava o número de sua placa, o motorista lhe desferiu um soco no rosto e empurrões. Para Jessica, as agressões não tiveram motivos homofóbicos.

Com as agressões, a jovem se desequilibrou, mas não chegou a ir ao chão. Segundo a companheira da vítima, Amanda, após o soco, uma outra mulher, supostamente conhecida do motorista, veio correndo na direção da confusão. ?Ela estacionou o carro em cima da calçada e veio na nossa direção. Achei que ela fosse acudir, mas na verdade também começou a agredir a minha esposa?, relembra.

Surpresa, Amanda pegou o celular e acionou a polícia. De acordo com ela, assim que viram que estava ao telefone com a PM, os agressores correram para seus respectivos carros e fugiram. Jessica sofreu ferimentos no rosto e no braço e, do local, foi direto para a delegacia para registrar o boletim de ocorrência.

A vítima diz que, com a repercussão do caso, espera que o homem possa ser punido. A picape está registrada no nome de um posto de gasolina. "Eu quero que ele pague pelo que fez. Quero que pague por essa agressão gratuita. Estou analisando com o meu advogado os processos que vamos mover contra ele."

Fonte: G1