Acusado de participar de estupro coletivo é espancado na prisão

"Vinay Sharma foi brutalmente torturado na cadeia por outros prisioneiros que o atacaram", disse seu advogado.

Um dos homens acusados de participar do estupro coletivo contra uma estudante em Nova Délhi em um crime que chocou a Índia foi brutalmente espancado na prisão por outros detidos, informou seu advogado nesta quinta-feira. A.P. Singh disse à imprensa que seu cliente Vinay Sharma, um instrutor de ginástica acusado do estupro e da morte da jovem de 23 anos em um ônibus no mês passado, estava em agonia durante um comparecimento no tribunal nesta quinta-feira.

"Vinay Sharma foi brutalmente torturado na cadeia por outros prisioneiros que o atacaram. Ele não conseguia se levantar no tribunal porque sentia muita dor", disse Singh. "É triste que as autoridades penitenciárias não possam prover segurança a eles", acrescentou. Sharma, 30 anos, é um dos seis homens - um deles menor de idade - presos por um crime que aterrorizou a Índia e reavivou as discussões no país sobre o tratamento concedido às mulheres.

O tribunal que instrui o caso da violação e morte da indiana decidirá na próxima segunda-feira se o julgamento dos acusados será por "via rápida", informaram nesta quarta-feira fontes da defesa dos acusados.

"A próxima audiência será na segunda-feira 21 de janeiro. O tribunal vai decidir se transfere este caso a uma corte de via rápida", assegurou à agência EFE Singh. O advogado acrescentou que nesta tarde o tribunal estabelecerá se nas próximas audiências os acusados comparecem algemados ou não. A Promotoria havia pedido na semana passada que os acusados comparecessem algemados, ao que os advogados de defesa se opõem.

O julgamento deve definir as responsabilidades do mencionado grupo no estupro e tortura, em 16 de dezembro em um ônibus de uma jovem estudante de fisioterapia de 23 anos que estava acompanhada de seu namorado. O casal foi depois jogado nu e muito ferido na estrada e a menina faleceu 13 dias depois devido à gravidade dos ferimentos em um hospital de Cingapura.

Fonte: Terra