Atentado contra edifício da polícia do Egito deixa 14 pessoas mortas

Atentado contra edifício da polícia do Egito deixa 14 pessoas mortas

O primeiro-ministro do Egito disse que a explosão foi um "ato terrorista". Mais de 100 pessoas ficaram feridas após a explosão do carro-bomba.

Pelo menos 14 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em um atentado com carro-bomba contra o prédio da Direção de Segurança da província egípcia de Dakahliya, localizada no delta do rio Nilo.

A forte explosão aconteceu na cidade de Mansura, cerca de 100 quilômetros ao norte do Cairo, e causou sérios danos materiais. Imagens da televisão mostraram fachadas de prédios destruídas, além de várias ambulâncias no local.

Segundo a agência estatal "Mena" entre os feridos se encontra o chefe da Direção de Segurança, assim como policiais e civis. Após a explosão, parte do edifício caiu, segundo as mesmas fontes.


Atentado contra edifício da polícia do Egito mata ao menos 14 pessoas

Logo após o atentado, o primeiro-ministro egípcio, Hazem Beblawi, classificou a Irmandade Muçulmana, à qual pertence o presidente deposto Mohamed Morsi, de "organização terrorista".

A maioria das vítimas é policial, afirmou o governador da província de Daqahleya, Omar al-Chaouatfy.

Autoridades dos serviços de segurança afirmaram que o carro-bomba tinha dezenas de quilos de explosivos, e que a detonação foi ouvida em um raio de 20 quilômetros ao redor da cidade.

Magdy Higazi, um funcionário de alto escalão do Ministério da Saúde da província de Daqahleya, no delta do Nilo, havia anunciado um balanço provisório de oito mortos e 90 feridos.

Fontes de segurança disseram que o general Sami el Mihi, responsável pela segurança na província, ficou ferido, e que dois de seus colaboradores morreram na deflagração.

Grupos extremistas realizaram nos últimos meses diferentes ataques contra as forças da ordem no Egito, especialmente na Península do Sinai; ações que se intensificaram desde a derrocada militar do presidente islamista Morsi no último dia 3 de julho.

Fonte: G1