Cientistas desenvolvem vacina antiaids que reduz a carga viral

Cientistas desenvolvem vacina antiaids que reduz a carga viral

Cientistas do HIVACAT, programa público-privado catalão que desenvolve vacinas

Uma vacina terapêutica contra o vírus da aids, desenvolvida por cientistas do Hospital Clínic de Barcelona permitiu pela primeira vez "uma redução significativa da carga viral" no organismo, embora o resultado ainda seja "insuficiente".

Cientistas do HIVACAT, programa público-privado catalão que desenvolve vacinas terapêuticas e preventivas contra o HIV, apresentaram esta terça-feira os resultados de uma "terapia celular" que provocou "na maioria dos pacientes (...) uma queda significativa na carga viral", explicou o Clínic em um comunicado.

"Esta redução foi muito importante para alguns deles, mas em nenhum caso se conseguiu que o vírus fosse indetectável", razão pela qual "a queda na carga viral continua sendo insuficiente". No entanto, "trata-se de uma melhora muito importante com relação a iniciativas anteiores, que conseguiram, com uma vacina muito similar, uma resposta modesta em 30% dos pacientes tratados", explicaram.

"Nenhuma vacina terapêutica conseguiu até agora os níveis de resposta alcançados neste estudo", mas por serem insuficientes, as pesquisas continuam. O objetivo é encontrar uma vacina que permita "minimizar a necessidade de tratamento antirretroviral", já que ele é "crônico" e "seu consumo diário é incômodo" e caro, alegaram.

Por isso, atualmente estão estudando "se a administração conjunta da vacina e o tratamento antirretroviral permite melhorar os resultados", informaram. A vacina apresentada esta terça-feira permitirá ao pacidente deixar de tomar o medicamento antirretroviral durante um ano, enquanto a anterior tinha validade de três meses.

Cerca de 33,3 milhões de pessoas viviam com o vírus HIV em 2009 e 1,8 milhão de pessoas morreram por causas relacionadas ao HIV no mesmo ano, segundo números da ONU, em baixa com relação ao ano anterior. Atualmente não existe nem vacina preventiva, nem para cura da Aids.

Fonte: Terra, www.terra.com.br