Em família: pai e filha contam como é ser transgênero

ai e filha realizaram transição e contam o que enfrentaram

No final de 2015, o vídeo de Corey Mosey recebendo a primeira dose de hormônios para realizar a transição de gênero viralizou na internet. Agora foi a vez de Erica, que aparecia no vídeo entregando o presente à filha, se assumir como transgênero. Juntos, pai e filha contam como foi o processo de mudança de sexo.


A família, que vive em Detroit, nos Estados Unidos, participou do programa “60 Minutes”, da Austrália, e contou detalhes sobre como estão lidando com a transição . Erica, agora chamado de Eric, revelou que foi incentivado a se revelar por causa da decisão da filha e que enfrentou muitas emoções enquanto decidia seguir em frente. "A primeira sensação foi de alívio e o segundo foi o terror", afirma Eric. "Tive medo de como seria o meu futuro e medo de como seria a minha família".

Em entrevista à versão on line do jornal "Mirror", Eric lembra mais detalhes do processo de mudança: "Era um segredo terrível e muito difícil guardá-lo da minha família". 

A filha, que já era assumida como transgênera desde os 11 anos, conta que tinha medo de os pais não aceitarem quem ela era. "Eu queria que meus pais ficassem orgulhosos de quem eu era, mas pensei que eles não fossem gostar", diz Corey. A garota foi uma grande apoiadora da mudança do pai.

Para surpresa de todos, Corey decidiu manter o nome de nascimento.

Mudança do pai

Eric Maison fez cirurgia de remoção das mamas e disse que tem planos de continuar junto com seu marido, Les Maison, que apoia a transição. “Eu me apaixonei pela pessoa. Ela era linda como mulher e igualmente linda por dentro. Contanto que Eric esteja feliz com a aparência, ele estará feliz com o que está no cérebro”, afirma o marido Les no programa australiano.

Para Eric, a relação até melhorou depois da mudança de gênero. "Nosso relacionamento é melhor e mais forte hoje do que já foi nesses 10 anos que estamos juntos", fala ao "Mirror". 

Passada a transição, Eric está muito satisfeito. “Meu único arrependimento é não ter sido educado antes sobre transgênero para poder ter feito antes”, diz.


Fonte: iG