Estudante brasileiro morre em acidente de avião nos EUA

Estudante brasileiro morre em acidente de avião nos EUA

Ele estudava em curso de Agricultura na Universidade do Maine.

O estudante brasileiro Marcelo Rugini, de 24 anos, morreu junto com dois colegas americanos em um acidente de avião na noite da sexta-feira (16) nos EUA.

Marcelo Rugini nasceu em Muliterno, Rio Grande do Sul e estudava em um curso de Agricultura na Universdade do Maine. Ele acompanhava David Cheney, 22, e William "BJ" Hannigan III, 24, que pilotava um Cessna 172 no aeroporto regional do condado de Knox e bateu em uma caminhonete pouco antes da decolagem.

O avião continuou a subir enquanto virava para o leste, mas mergulhou em uma floresta espessa e imediatamente explodiu em chamas, disse a polícia local.

Todos os três eram membros da fraternidade Lambda Chi Alpha da Universidade e Cheney presidia a irmandade.

Um irmão da fraternidade, Lucas Bernardi, disse ao jornal Bangor Daily News que os três tinham voado do Aeroporto Internacional de Bangor no início do dia e que pousaram depois no Condado de Lincoln sobre uma fazenda onde uma das vítimas tinha trabalhado durante o verão.

Ele disse que "BJ" tinha acabado de sua licença de piloto e queria levar seus amigos para um passeio divertido.

"Não foi a primeira vez que eles voavam", Bernardi disse ao jornal. "Era para eu ir com eles, mas eu não fui".

Hannigan, que se formou na universidade em 2011, com um diploma de bacharel em engenharia civil, pilotava o avião e estava praticando voo, disse Robert Dana, vice-presidente de Assuntos Estudantis.

A caminhonete que foi atingida pelo avião estava autorizada a estar no aeroporto e era conduzida por um piloto que ia pegar outro piloto que tinha estacionado um avião em um hangar, disse o xerife Tim Carroll. O motorista do caminhão não se feriu.

Todos os caminhões no aeroporto são equipados com rádios para captar o tráfego de aviões, disse o gerente do aeroporto, Jeff Northgraves. Ele disse que os pilotos de avião devem informar por rádio suas posições, antes, durante e após a decolagem.

A colisão enviou chamas 3 a 6 metros no ar e fumaça para o céu. As primeiras pessoas no local tentaram, sem sucesso, puxar um dos ocupantes dos destroços, disse John Newcomb, presidente da companhia aérea Air Downeast, que estava entre os que tentaram ajudar.

A área é de acesso tão difícil que um helicóptero foi necessário para remover os corpos.

Fonte: G1