Cuidador de creche é condenado por abusar de várias crianças

Segundo a sentença, Robert deverá cumprir uma pena de 18 anos de prisão.

Haia, 21 mai - Um tribunal de Amsterdã condenou nesta segunda-feira o pedófilo Robert M. por ter abusado de 67 crianças de até quatro anos, incluindo bebês, em duas maternidades e em diversos domicílios onde prestava serviços de baby sitter.

Segundo a sentença, Robert deverá cumprir uma pena de 18 anos de prisão e ainda passar por um tratamento obrigatório. "A longa pena" estipulada corresponde com a "natureza dos fatos, a forma refinada de planejá-los e a duração dos mesmos".

Em sua leitura final, o juiz explicou que "a atuação e a forma com que o acusado atuava eram impactantes", já que Robert M., um letão naturalizado holandês, planejava "de forma refinada" os abusos contra os menores.

"Os abusos eram cometidos em bebês e em menores de 4 anos. Os gestos de violência variavam entre penetrações anais, orais e vaginais, que, em algumas ocasiões, eram repetidas várias vezes no mesmo dia", indicou o juiz.

Apesar das análises psicológicas mostrarem que Robert M., de 28 anos, sofria de uma série de transtornos, os juízes concluíram que o acusado agia com uma rigorosa premeditação e, por isso, não concordaram em reduzir à pena.

A sentença rejeitou todos os fatores que podiam reduzir a pena do pedófilo por considerá-los irrelevantes diante da "natureza dos delitos" cometidos, que incluía até conselhos de outros pedófilos pela Internet.

Segundo os juízes, a personalidade do acusado é como a de uma pessoa "com hiperatividade sexual voltada aos menores" e egoísta, que interpõe seus interesses sobre o sofrimento das vítimas.

"O acusado continuava cometendo abuso mesmo quando as crianças choravam", indicou o juiz, que especificou que os vídeos feitos por Robert e publicados na internet eram considerados "obras de arte" por aqueles que seguiam os passos de Robert M.

O marido de Robert M., Richard O., foi condenado a seis anos de prisão por ter "facilitado" a realização dos delitos.

Fonte: UOL