Família briga na Justiça com a Coca-Cola por R$ 237,8 milhões

Certificado comprado por R$ 9 daria direito a R$ 237,8 milhões em ações da Coca-Cola

Uma família da Califórnia (EUA) tenta conseguir na Justiça o direito a uma participação de R$ 237,8 milhões em ações da Coca-Cola.

A briga com a gigante de bebidas começou depois que o pai, Tony Marohn, comprou um certificado antigo de papéis da empresa por R$ 9, em uma típica venda de garagem.

Marohn morreu em 2010, mas sua família assumiu a batalha judicial, alegando que tem direito a cerca de 1,8 milhão de papéis da fabricante de refrigerantes. ?Foi uma descoberta, um grande negócio para ele?, disse Chris Morosoff, que representa a família Marohn, ao Daily Mail.

Antes de morrer, Marohn conseguiu traçar a origem do certificado, por meio de empresas há muito esquecidas, como Petrocarbon Chemicals Inc ea Taylor Wine Co. A família, contudo, terá de convencer a Justiça de que a lei está do seu lado.

Caso confirmada a propriedade da família sobre as ações da Coca, os Marohn passariam a integrar o grupo de maiores investidores não institucionais na companhia, de acordo com dados da Reuters.

Nesta semana a Coca-Cola reagiu por meio de um comunicado. ?A alegação de que o senhor Marohn teria o direito a milhões de dólares em ações da Coca-Cola ? baseada em um certificado de ações cancelado, de uma companhia de petróleo extinta há muito tempo, comprado em uma venda de garagem ? é sem mérito e injusto para milhões de acionistas legítimos da companhia?, afirmou a Coca.

Segundo os advogados da família, o certificado adquirido por Marohn foi aprovado e cedido, mas a transferência foi deixada em branco. Marohn, então, teria preenchido o papel em seu nome e começou a pesquisar registros corporativos. Ele finalmente escreveu à Coca-Cola para exigir um volume de 1,8 milhão de ações ordinárias.

A empresa não apenas se recusou, como o processou em 2009 com o objetivo de obter uma declaração de que Marohn não tinha direito a papéis da empresa.

A defesa da família se sustentará na ideia de que, se alguém emitiu um certificado de ações e, em seguida, o endossou, deixando em branco o nome do cessionário, essencialmente transformou o certificado em uma ação ao portador. Ao escrever seu nome no documento, Marohn teria se tornado o proprietário legal dos papéis.

O juiz Leo Strine, responsável pelo caso, afirmou na última audiência legal, em janeiro, que sua decisão deverá sair em breve. Enquanto isso,o caso tramita na corte do estado de Delaware, nos Estados Unidos.

Fonte: Época