FBI mata suspeito de ataque em Maratona de Boston enquanto prestava depoimento na Flórida

FBI mata suspeito de ataque em Maratona de Boston enquanto prestava depoimento na Flórida

O acusado agrediu fisicamente um agente, que revidou com um tiro.

Um homem acusado de envolvimento no ataque à Maratona de Boston que ocorreu em 15 de abril passado foi morto nesta quarta-feira por um agente do FBI (a polícia federal americana) enquanto prestava depoimento a policiais, na cidade de Orlando, na Flórida.

Segundo os agentes, o rapaz era amigo dos irmãos Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev, os dois jovens de origem tchetchena que são apontados pela polícia como os principais responsáveis pelo atentado.

O FBI diz que, em meio ao depoimento, o acusado agrediu fisicamente um agente, que revidou com um tiro.

Em comunicado, o porta-voz do FBI, Paul Bresson, disse que o agente atuou em legítima defesa. Ele não deu detalhes de como foi o ataque.

Em entrevista ao jornal "Orlando Sentinel", um amigo do suspeito morto disse que ele se chamava Ibragim Todashev e tinha 27 anos. O amigo afirmou que o jovem era investigado porque conhecia Tamerlan, o mais velho dos irmãos tchetchenos. Os dois teriam se conhecido numa competição de artes marciais.

Tsarnaev, de origem tchetchena, é acusado de ter organizado junto com o irmão, Dzhokhar, 19, a explosão de duas bombas perto da linha de chegada da Maratona de Boston. O atentado deixou três mortos e 264 feridos. Tamerlan foi morto em um tiroteio com policiais quatro dias depois da ação. Ele é apontado pelo FBI como mentor do ataque.

Seu irmão caçula, Dzhokhar, foi preso horas mais tarde, com um ferimento a bala na região do pescoço. Ele permanece internado em um hospital prisional, mas, conforme o FBI, já prestou depoimentos sobre o caso e assumiu sua responsabilidade.

A primeira audiência judicial sobre o caso será em 2 de julho que vem. Dzhokhar pode acabar condenado à morte.

Os agentes afirmam que os dois tchetchenos planejaram a ação inspirados por grupos radicais islâmicos, que teriam conhecido em uma viagem ao Daguestão, na Rússia, em 2011.

Fonte: Folha