França vai às urnas hoje escolher entre Hollande e Sarkozy

Resultado provável deve ser conhecido logo após o fechamento das urnas

Cerca de 46,03 milhões de eleitores vão às urnas neste domingo (6) a partir das 8h locais (3h de Brasília) para, em segundo turno, escolher o novo presidente da França, entre o socialista François Hollande e o conservador Nicolas Sarkozy, que tenta a reeleição.


França vai às urnas neste domingo escolher entre Hollande e Sarkozy

Pesquisas divulgadas nas últimas semanas mostram que Hollande é favorito. Se eleito, ele cumprirá um mandato de 5 anos, com a missão de tirar a França da crise econômica que assola a zona do euro.

Após as eleições presidenciais, o país terá duas rodadas de votação parlamentar, em 10 e 17 de junho, para escolher 557 deputados.

A campanha do segundo turno foi interrompida à 0h local de sábado.

Os locais de votação na França Continental abrem às 8h locais (3h de Brasília) e fecham às 20h (15h de Brasília) em algumas cidades, inclusive Paris.

O primeiro turno foi vencido por Hollande, do Partido Socialista, com 28,63% de votos. Sarkozy, da União do Movimento Popular, teve 27,18%. Em terceiro lugar, ficou Marine Le Pen, da Frente Nacional, de extrema-direita, com 17,9%.

A boa votação de Marina, filha do líder direitista Jen Marie Le Pen, levou Sarkozy a "adernar" seu discurso para a direita, em uma tentativa de angariar votos entre os eleitores da Frente Nacional, segundo analistas.

A própria Marine, no entanto, declarou que vai votar em branco no segundo turno.

Também foram bem votados Jean-Luc Melenchon (11,1%), da Frente de Esquerda, e o centrista François Bayrou (9,13%), do Movimento Democrático.

O mandato atual de Sarkozy termina à 0h de 16 de maio.

Se Hollande vencer a eleição, deve haver um acordo para um cerimônia de posse, até mesmo antes do dia 16.

A posse é precedida por uma cerimônia de transição, em que, em uma reunião privada, Sarkozy passaria a Hollande as senhas do arsenal nuclear francês. O novo presidente nomeia um premiê e um gabinete "interino" até a eleição parlamentar de junho.

Após a composição do novo Parlamento, um novo governo deve ser formado. Historicamente, a votação no Parlamento segue a mesma tendência da votação presidencial.

Fonte: G1