Frio record na Inglaterra prejudica transportes e fornecimento de energia

Frio record na Inglaterra prejudica transportes e fornecimento de energia

Falta sal para derreter a neve. Temperaturas chegaram a - 22,3ºC

O Reino Unido registrou nesta sexta-feira (8) a madrugada mais fria deste inverno, com temperaturas de até - 22 ºC, aumentando os temores de problemas no fornecimento de energia e perturbações nos transportes.

Os termômetros no país, que vive a pior onda de frio em 30 anos, marcaram um recorde de -22,3 ºC na pequena localidade de Altnaharra (norte da Escócia); na região de Manchester (noroeste da Inglaterra) chegava a -17 ºC. E nas montanhas galesas de Brecon Beacons, -16 ºC.

Richard Young, da Agência Meteorológica Nacional, afirmou que os fortes ventos previstos aumentarão ainda mais a sensação térmica de frio.

- As temperaturas custarão a subir acima do zero na maior parte do país durante o dia, com geadas severas durante a noite.

Inúmeras escolas permaneciam fechadas em todo o país, algumas pelo quinto dia consecutivo.

O gelo e o frio continuavam provocando todo tipo de problemas nos transportes. Apesar de os aeroportos estarem abertos, as companhias British Airways e EasyJet voltaram a cancelar dezenas de voos em Heathrow e Gatwick, os dois mais importantes de Londres, onde eram registrados atrasos.

Na rede ferroviária, foram registrados também importantes atrasos devido a avarias de trens e bloqueios pela neve.

Metade das ligações Paris-Londres pelo Eurostar que cruza o túnel sob o Canal da Mancha foi cancelada.

E nas estradas se multiplicaram os acidentes pela falta de sal para derreter o gelo e a neve.

A ministra do Meio Ambiente, Hilary Benn, indicou à rede BBC que, por causa da escassez de sal em algumas regiões, possivelmente será preciso tomar decisões difíceis sobre a estradas para tratar o problema de forma prioritária.

O frio também aumentou os temores sobre o fornecimento de gás, principalmente depois que a operadora da rede energética britânica, a National Grid, pediu que as grandes companhias suspendam o consumo para evitar uma crise.

Fonte: R7, www.r7.com