Fundação faz clones de cães que já morreram na Coreia do Sul

Por 100 mil dólares, donos recebem animal igual ao que perderam

Por 100 mil dólares, cães que já morreram são clonados e vendidos em Seul, capital da Coreia do Sul. Não são baratos, mas são exatamente como queriam seus donos: uma cópia idêntica, por dentro e por fora, do pet que um dia perderam.

O local pertence à Sooam Biotech Research Foundation, líder mundial do próspero negócio da clonagem de animais de estimação, que há uma década oferece aos donos um pet que poderá acompanhá-los para sempre.

Com uma lista de clientes que inclui príncipes, famosos e milionários, a fundação oferece garantia contra perdas e danos, com um serviço de clonagem que promete a substituição perfeita do animal amado.

A companhia já clonou cerca de 800 cachorros desde que começou a oferecer o serviço, em 2006. 

"São pessoas que têm laços muito fortes com seus bichinhos de estimação, e cloná-los lhes dá uma alternativa psicológica ao método tradicional de deixar o animal ir embora e guardá-lo na memória", explica Wang Jae-Woong, pesquisador e porta-voz de Sooam.

Fraude

O fundador foi elevado ao pedestal de herói nacional no país, antes de sair à luz que sua pesquisa era uma fraude e que estava manchada de lapsos éticos. Em 2009, Hwang foi condenado a dois anos de prisão por malversação e violações bioéticas, mas a pena foi suspensa.

A Sooam Biotech clona muitos tipos de animais, incluindo gado e porcos para pesquisas médicas, mas é mais conhecida pelo seu serviço comercial de venda de cães.

Apesar da tarifa de 100 mil dólares, os pedidos para este serviço se multiplicam e provém do mundo todo, principalmente da América do Norte.

As paredes do edifício da fundação estão decoradas com dezenas de fotos de cães clonados ao lado dos seus donos sorridentes, e incluem bandeiras nacionais de países como Estados Unidos, México, Dubai, Rússia, Japão, China e Alemanha.

Na maioria dos casos, porém, os clientes e patrocinadores da fundação preferem permanecer no anonimato.



Fonte: Com informações da AFP