Argélia diz que 23 reféns e 32 rebeldes morreram em sequestro

Argélia diz que 23 reféns e 32 rebeldes morreram em sequestro

Estrangeiros foram capturados em usina de gás a partir da quarta (16). Forças do país libertaram 685 funcionários e 107 estrangeiros, diz governo

m total de 23 reféns e 32 sequestradores morreu durante os quatro dias da ocupação de uma usina de gás na Argélia, que terminou neste sábado (19) com um ataque final pelas forças especiais, segundo um balanço oficial provisório do Ministério do Interior argelino.

As forças argelinas libertaram "685 funcionários argelinos e 107 estrangeiros" e mataram "32 terroristas". Entretanto, 23 reféns morreram, informou o Ministério do Interior neste sábado.

Declarações de EUA e Inglaterra

O ministro britânico da Defesa, Phil Hammond, confirmou neste sábado que o incidente com reféns no campo de gás da Argélia foi encerrado, em uma operação em que houve mortos. Ele não citou números.

Hammond fez a declaração em entrevista ao lado do secretário americano de Defesa, Leon Panetta, e disse que os terroristas islâmicos que mantinham os reféns, muitos deles estrangeiros, desde quarta-feira (16), "são os únicos que têm responsabilidade pela perda de vidas".

Os sete últimos reféns estrangeiros e 11 militantes islâmicos morreram na invasão final do Exército argelino ao complexo, segundo a agência estatal de notícias APS.

A operação ocorreu no meio da manhã, segundo uma fonte da segurança ouvida pela France Presse.

Os sete estrangeiros foram executados quando os terroristas perderam a esperança de escapar do local com vida. Em seguida, militares argelinos mataram pelo menos 11 terroristas que continuavam no complexo.

O britânico Hammond afirmou que seu governo estava em busca de mais informações sobre o incidente.

A imprensa e governos reclamaram constantemente da maneira como as autoridades gerenciaram a crise e da falta de informação confiável disponível.

Mais cedo neste sábado, forças especiais argelinas encontraram 15 corpos queimados na usina. Esforços para identificar os corpos estavam em andamento, disse a fonte à Reuters. Ainda não estava claro como eles tinham morrido.

Na quinta, por meio da agência mauritana de notícias ANI, os sequestradores afirmaram que retinham três belgas, dois americanos, um japonês e um britânico como reféns.


Governo da Argélia diz que 23 reféns e 32 rebeldes morreram em sequestro

Uma fonte de segurança argelina havia afirmado à France Presse no sábado, antes do comunicado do governo da Argélia, que "entre 25 e 27" reféns estrangeiros morreram na operação.

Um porta-voz do grupo disse à ANI que 34 reféns estrangeiros e 15 militantes morreram em um ataque lançado na quinta-feira por forças argelinas contra a base residencial do complexo.

Na sexta, outra versão dava conta de 12 reféns e 18 sequestradores mortos, além de 100 reféns estrangeiros e 573 empregados argelinos libertados.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que havia reféns em perigo, inclusive americanos.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse na sexta-feira que um americano, Frederick Buttaccio, tinha morrido, mas não deu mais detalhes. O ministro da Defesa francês disse que não havia mais trabalhadores franceses entre os reféns.

Dois noruegueses foram liberados durante a noite, deixando seis desaparecidos, enquanto a Romênia disse que três de seus cidadãos tinham sido libertados. Um número de trabalhadores japoneses de engenharia ainda estavam desaparecidos.

Escalada no conflito

O ataque se transformou em uma das maiores crises com reféns internacional das últimas décadas, colocando a questão da militância islâmica do Saara no topo da agenda global.

Os militantes responsáveis pelo sequestro, ligados à rede terrorista da Al-Qaeda, ameaçaram realizar mais ataques a instalações do setor de energia na Argélia.

A crise de reféns representa uma séria escalada no conflito no noroeste da África, para onde tropas francesas foram enviadas na semana passada para combater a tomada de cidades da República do Mali por grupos islamistas.

Além disso, ela pode ser devastadora para a indústria petrolífera da Argélia, num momento em que o país se recupera da guerra civil dos anos 1990.

Fonte: G1