Homem é executado por crime que não cometeu nos EUA

Homem é executado por crime que não cometeu nos EUA

O professor James Liebman, divulgou que ele, juntamente com um grupo de estudantes, chegou a conclusão de que DeLuna não era culpado do crime.

Carlos DeLuna foi executado em 1989. Sob a acusação de esfaquear um funcionário de um posto até a morte, DeLuna recebeu uma injeção letal, uma das maneiras que o governo americano aplica a pena de morte, condenação permitida no país.

Mais de 20 anos depois da morte de DeLuna, o professor James Liebman, que leciona Direito da Universidade de Columbia, divulgou que ele, juntamente com um grupo de estudantes, chegou a conclusão de que DeLuna não era culpado do crime. Com a pesquisa, Liebman afirma que o governo do Texas (estado onde DeLuna foi julgado) matou o homem errado.

Segundo o professor, a combinação do mau trabalho da polícia, que não buscou outros suspeitos, e de uma defesa fraca, resultou na condenação e na morte de DeLuna, que, segundo Liebman, se disse inocente durante os oito anos em que ficou preso, esperando sua sentença.

No dia do crime, Wanda Lopez foi morta enquanto trabalhava em um posto de gasolina. Após sua colega de trabalho ligar para o serviço de emergência, a polícia encontrou DeLuna escondido em uma caminhonete, com 149 dólares (aproximadamente 300 reais) no bolso.

Testemunhas ouvidas pela polícia confirmaram que tinham visto DeLuna no estabelecimento pouco antes do crime. Um cliente do posto contou que viu o suspeito guardando uma faca no bolso, do lado de fora da loja de conveniência.

DeLuna, que tinha um histórico de roubo, embriaguez e tentativas de estupro, foi pego pela polícia, que parou a busca por outros possíveis autores do crime.

Pesquisa

O professor Liebman e sua equipe afirmam que DeLuna não era o responsável pela morte de Wanda e que o suspeito sofreu com um erro de identidade.

Liebman apresentou três argumentos para sua tese: houve confusão entre as testemunhas oculares, não foram encontrados vestígios de sangue nas roupas de DeLuna e, por último, o fato de os policiais terem ignorado a semelhança física entre DeLuna e seu amigo Carlos Hernandez, que, de acordo com o próprio DeLuna, era o verdadeiro assassino.

Segundo Liebman, a procuradoria e o juiz não se dedicaram ao caso. Com medo de Hernandez, DeLuna se recusou por meses a revelar o nome do amigo para a polícia.

Nas investigações de Liebman, familiares confirmaram que a faca usada no crime era de Hernandez. O professor afirma também que, em 2006, um jornal americano publicou que diversos conhecidos de Hernandez tinham escutado o rapaz dizendo que tinha matado Wanda.

Com a pena de morte, o estado do Texas já executou 482 suspeitos. Segundo Liebman, a condenação desse tipo põe a vida de pessoas inocentes em risco.

Fonte: r7