Índia: Manchas de sangue achadas em roupas provam culpa de acusados de estupro

Índia: Manchas de sangue achadas em roupas provam culpa de acusados de estupro

Gangue deve depor nesta segunda-feira.

Testes de DNA divulgados neste sábado incriminaram os cinco homens acusados de estuprar uma jovem de 23 anos num ônibus, em Nova Délhi, na Índia, no mês passado. O ataque causou protestos no país e no mundo sobre o tratamento dado às mulheres na Índia. A estudante morreu no último fim de semana de falência múltipla dos órgãos e septicemia, duas semanas depois do ataque. A gangue foi intimada a depor na corte indiana nesta segunda-feira.

O promotor Rajiv Mohan disse à juíza Namrita Aggarwal neste sábado que os testes de DNA confirmados pelo Laboratório Central de Ciência Forense mostraram que manchas de sangue na roupa dos acusados foram compatíveis com as encontradas na vítima.

O julgamento começará assim que todas as evidências forem reunidas, afirma Suman Nalwa, comissionário de polícia da unidade de apoio a mulheres e crianças.

O caso pode provocar mudanças na lei de Nova Délhi. O ministro do interior indiano, Sushil Kumar Shinde, afirmou na sexta-feira que as delegacias terão mais mulheres. As candidatas serão recrutadas nos próximos quatro meses e o treinamento ocorrerá no decorrer de nove meses.

Os cinco homens, com idades entre 19 e 35 anos, são acusados de estupro, sequestro e assassinato e podem ser condenados à morte, incluindo o motorista do ônibus. Os pertences roubados da vítima foram recuperados com os acusados, segundo o promotor.

O amigo da vítima, que estava com ela no momento do ataque e não teve sua identidade revelada, contou à rede de TV Zee News que a estudante tentou discar o número da polícia mas a gangue atirou seu celular longe. E que ele tentou lutar e implorou que os homens a deixassem. Já na rua, o rapaz relatou que pediu ajuda aos pedestres e motoristas que nada fizeram. A polícia, segundo ele, demorou a chegar e os levou a um hospital distante, enquanto a estudante atacava sangrava muito.

A polícia local negou as acusações e disse que chegou ao lugar onde as vítimas estavam em quatro minutos depois do telefonema de socorro, deixou o lugar em outros três minutos e chegou ao Hospital Safdarjung em outros 24 minutos.

Fonte: O Globo, www.oglobo.com.br